terça-feira, 4 de junho de 2019

3a Semana do Mar

Esta semana começa a terceira Semana do Mar a ser realizada no Iate Clube, na cidade de Fortaleza, Ceará. Uma ação conjunta da Mar do Ceará com o Labomar e apoio de diversas instituições como a Aquasis e a Marinha do Brasil, a semana vem divulgar ações relacionadas ao mar e sua preservação. Palestras, exposições, oficinas e debates cobrem diversos tópicos ao longo dos quatro dias de evento. 

Além disso, na piscina, estará sendo realizada uma oficina de mergulho para aqueles que querem se familiarizar ou saber mais sobre o esporte. Todo o evento e as oficinas são gratuitos. Confira a programação completa a seguir: 



segunda-feira, 13 de maio de 2019

Ação contra o aterro - Assine a petição

Fotografia da petição contra o aterro

Mar do Ceará envolvida nas ações contra o aterro
Nos últimos dias temos tratado aqui no blog da situação do aterro da Beira Mar, Fortaleza, Ceará. Domingo passado tivemos uma ação na praia do Náutico, Fortaleza, na tentativa de conscientizar a população e impedir que o aterro se concretize. Várias instituições participaram e foi com muita alegria que a Mar do Ceará esteve representada em peso por vários mergulhadores e mergulhadoras.

Lixo recolhido na ação conjunta de limpeza da praia
A ação teve mergulhadores dentro da água fazendo uma limpeza sub para mostrar os impactos que a área já sofre. Teve ação na praia também, com limpeza da praia, movimentação de pessoas e palestras. Outras entidades estavam envolvidas. Somando todo o lixo que foi retirado, da limpeza sub e da limpeza da praia, cerca de 78 kg foram recolhidos.

Como resultado dessas ações está rolando na Internet uma petição solicitando a intervenção do procurador da justiça estado do Ceará. Para assinar basta clicar AQUI. Lá também consta algumas outras informações como mais justificativas para ser contra o aterro. Se você ainda tem alguma dúvida dá uma lida.  Várias entidades estão se movendo para que o aterro não seja aprovado e vida marinha seja perdida.
Equipe de mergulhadores que participou da limpeza sub. 

Faça você também a sua parte! Assine a petição! Converse com outras pessoas sobre o que está acontecendo.

ASSINE A PETIÇÃO - Clique aqui





quarta-feira, 1 de maio de 2019

Chamada URGENTE!

Junte-se a todos preocupados com a preservação da vida na orla marítima de Fortaleza!

Alguns dias atrás neste blog foi publicada a notícia das intenções da prefeitura de Fortaleza em aterrar uma área rica em vida, no intuito de alargar a faixa de praia. Diversos grupos decidiram não ficar calados e parados diante dessa situação e se organizaram para uma manifestação no Espigão do Náutico no próximo domingo dia 05/05. 

A ideia é conscientizar as pessoas para o que acontecerá, a riqueza de vida que será perdida com essa atitude. Junte-se você também! Não deixe que todo um ecossistema seja aterrado. Diga não ao aterro! 

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Prefeitura de Fortaleza irá soterrar recifes de coral

https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2018/07/26/prefeitura-assina-ordem-de-servico-para-obras-da-nova-beira-mar.ghtml

Quanto vale o metro quadrado no bairro mais nobre de Fortaleza? Isso é algo fácil de ser precificado. Sabemos precificar bens e serviços que utilizamos diretamente em nosso dia. Mas quanto vale o metro quadro de floresta amazônica? Não só o terreno, mas a floresta em si e os serviços biológicos que esta presta para a humanidade. A Amazônia já foi (e talvez ainda seja) considerada o pulmão do mundo e ainda assim sofre constantemente com a degradação do desmatamento, construção de barragens, etc. A floresta Amazônia está acima do solo e à vista de todos. Ainda assim o cenário é péssimo, o que nos levam a pensar na riqueza biológica escondida sob o mar. Todos aqueles peixes, recifes de coral, esponjas, tartarugas, lagostas, golfinhos... A riqueza biológica presente em um metro quadrado de um recife biológico é mil vezes maior que a riqueza presente na mesma área de floresta amazônica. Isto significava a grosso modo que existe mil vezes mais elementos vivos em uma porção de um recife biológico do que na mesma área de floresta amazônica.

Dia 12 de abril de 2019, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio irá assinar os contratos da obra de engorda da faixa de praia que vai soterrar diversos recifes de corais existentes na orla. Um crime ambiental desse porte no meio da cidade de Fortaleza só é possível porque está escondido dos olhos da maioria. Há alguns anos atrás os protestos foram intensos ante a construção do viaduto na Avenida Engenheiro Santana Junior para desafogar o tráfego na região nas proximidades do Shopping Iguatemi. Claro que não deu em nada e o viaduto foi construído da mesma forma. Nada estranho aí visto que pouco depois o foi construída uma torre empresarial praticamente dentro do Rio Cocó, o que também não traz espanto já que em 2011 foi soterrado um naufrágio possivelmente secular ao lado da Ponte Metálica

Nada estranho acontece hoje em Fortaleza, cidade do boto-cinza, patrimônio natural do município.

O trecho da faixa de praia a ser ampliado corresponde à Avenida Desembargador Moreira, no Meireles, até o espigão da Rua João Cordeiro, na Praia de Iracema, com o aumento de 80 metros da faixa de areia mar adentro.
A obra de engorda será dividida em dois trechos: o primeiro compreendido entre os espigões da Rua João Cordeiro e da Avenida Rui Barbosa, prevê o acréscimo da faixa de praia e o Aterro da Praia de Iracema ficará com uma área total de 71 mil m² de área.
O segundo trecho consiste no aumento da faixa de praia entre a Av. Rui Barbosa e a Av. Desembargador Moreira, criando assim um novo aterro com cerca de 81 mil m² de área, possibilitando a ampliação do calçadão. (Prefeitura de Fortaleza, https://www.fortaleza.ce.gov.br/noticias/prefeitura-de-fortaleza-apresenta-projeto-de-requalificacao-da-avenida-beira-mar, acessado em 11/04/2019)

Alguns vídeos do que será soterrado:




Em 2016 um grupo organizado por mergulhadores, biólogos e especialistas prôpos a Prefeitura a criação de um Santuário Marinho na mesma área proposta. Aparentemente é obvio que a cidade não precisa de santuários marinhos.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Pesca fantasma ameaça fauna do Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio

Rede retirada do Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio
No último domingo, dia 31 de março, a Mar do Ceará fez uma operação para o Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio. O ponto de mergulho era a pedra que dá nome ao parque. O que deveria ter sido mais um mergulho, numa área de proteção, tornou-se uma operação de retirada de uma rede de pesca, com um momento triste.

O mar estava excelente, tranquilo e sem ondas. Pouco vento facilitando a navegação e quando caímos na água visibilidade de mais de 15 m. A primeira coisa que eu notei é que a quantidade de peixes na pedra havia reduzido. Eu mergulho no parque desde 1999 e notei logo que o fundo estava um pouco deserto. Mesmo assim, alguns peixes, umas barracudas e muita vida encrustada: esponjas, algas e os
Tartaruga morre presa em rede de pesca
corais recobrindo a pedra. Bonito como sempre.

Mas com pouco tempo a visão de uma rede começa a estragar o mergulho. Uma rede de pesca que não deveria estar no parque. Não bastasse a rede, uma vítima. Presa a rede o corpo de uma tartaruga já começava a mostrar sinais de decomposição. Para ver o vídeo completo clique AQUI.

Quando uma rede é abandonada, ficando presa no fundo ou flutuando, ela continua de certa forma pescando e denominada pesca fantasma. Para saber mais sobre pesca fantasma clique AQUI e sobre a pesca fantasma no litoral cearense. A Mar do Ceará já fez outras operações de resgate de animais e retiradas de rede de pesca. Sempre que possível e com todo o cuidado necessário mergulhadores não só da Mar do Ceará recolhem redes e armadilhas de pesca.

Além disso, pesquisas recentes mostram que mais de 46% do lixo plástico do Pacífico é composto de restos de artes de pescas (redes, linhas e afins). Fazendo milhares de vítimas ao longo do ano, esse lixo é uma ameaça real.

Repensar nossa alimentação, o que comemos, de onde vem o que comemos é muito importante para garantir recursos para o futuro. Redes que pescam indiscriminadamente deveriam ser banidas e alternativas implementadas. A pesca predatório e o abandono de redes combatido. Da próxima vez que for consumir um pescado qualquer que seja reflita sobre suas escolhas, pesquise, se informe e se possível procure as autoridades responsáveis e pressione para que atividades prejudiciais ao meio ambiente sejam erradicadas.
Galera presente na operação de 31 de março


Fonte:
https://www.bloomberg.com/opinion/articles/2018-06-07/plastic-straws-aren-t-the-problem
https://mercyforanimals.org/straws-arent-the-real-problem-fishing-nets

sexta-feira, 29 de março de 2019

Misteriosas caixas aparecem no litoral nordestino

Caixa encontrada na Barra do Cauípe, Ceará; Fonte: Acervo de Cynthia Ogawa

Desde outubro de 2018, tem aparecido em alguns jornais notícias sobre misteriosos blocos de borracha encontrados nas praias do litoral nordestino. No dia 19 de março essa que vos escreve também encontrou algumas dessas caixas na Barra do Cauípe, próximo ao Porto do Pecém, Ceará. O instrutor da Mar do Ceará Carlos Júnior foi o primeiro a avistar as caixas. Ele encontrou uma mais exposta e bem preservada um pouco acima da linha da maré. Quando caminhamos mais um pouco pela praia encontramos outras três caixas parcialmente enterradas. 

O mais provável é que essas caixas se tratem de material que estava sendo transportado em alto mar e que por algum motivo (tempestade, não estar devidamente acondicionadas, etc.) caíram do navio e derivaram. Ainda não se sabe ao certo a origem desse material pois não há qualquer etiqueta ou placa de identificação. 
Barra do Cauípe, Ceará; Fonte: Acervo de Cynthia Ogawa

Testes preliminares divulgados pelo IBAMA confirmam a natureza de borracha desses misteriosos pacotes. Se quiser saber mais você pode conferir na reportagem de um jornal local de novembro do ano passado clicando AQUI

Caixa encontrada na Barra do Cauípe, Ceará;
Fonte: acervo Cynthia Ogawa 
Saber exatamente a origem desse material é difícil. A água no oceano se desloca no que chamamos de correntes. Essas correntes podem carregar materiais por muitos quilômetros. Para se ter uma ideia, meses após o tsunami do Japão em 2011, objetos estavam sendo encontrados na costa dos Estados Unidos. Assim, esses blocos de borracha que estão aparecendo no nosso litoral podem virtualmente ter vindo de qualquer lugar no Oceano Atlântico. Por conta dessas correntes o mais provável é que tenham sua origem no Atlântico Sul, pois as correntes que banham o litoral do Nordeste do Brasil têm sua origem nessa região. Mas, tempestades em alto mar podem temporariamente mudar a direção de objetos na superfície do mar, então, elas também poderiam ter sua origem na região equatorial norte. 

O que se sabe até o momento é que não perigo em se aproximar desses blocos. No entanto, por se tratar de um tipo de borracha ou derivado do petróleo, pode ser extremamente perigoso incinerar esses blocos bem como utilizá-los na fabricação de objetos. A fumaça produzida pela incineração de derivados do petróleo como um todo é altamente tóxica. E sem saber qual a verdadeira natureza desse material, utilizá-lo para produzir objetos que fiquem expostos a temperaturas elevadas ou misturá-los com outras substâncias pode causar a liberação de produtos que façam mal a saúde.

Em resumo, se encontrarem esses blocos na praia, tirem fotos sem problemas e deixem para as autoridades decidirem como vão fazer o descarte adequado.

Fonte:
https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/metro/online/caixas-misteriosas-encontradas-em-praias-sao-fardos-de-borracha-diz-especialista-1.2028361

quarta-feira, 20 de março de 2019

Orcas desaparecendo do Pacífico: você sabia?

Fonte: Mark Carwardine
As orcas (Orcinos orca) são grandes mamíferos marinhos popularizadas pelos shows em parques aquáticos e aquários ao redor do mundo. Algum tempo atrás, um documentário sobre orcas em cativeiro trouxe a luz os problemas de se capturar, transportar e manter esses grandes animais. Isso praticamente fechou alguns dos shows mais famosos do mundo.

Fonte: Mark Carwardine
Mas longe dos olhos de todo mundo, as orcas estão em eminente risco de simplesmente desaparecer. No Nordeste do Pacífico a população atingiu o menor número de indivíduos já registrado nos últimos 30 anos. Apenas 74 animais ocupam essa área agora. Mais alarmante ainda é que nos últimos três anos nenhum nascimento foi registrado.

Uma orca não é uma baleia, mas na verdade um parente próximo dos golfinhos. Elas vivem em águas frias ao redor do mundo. Por alimentarem-se de filhotes de focas e outros animais, acabaram recebendo o apelido de baleia assassina. Apesar de haver alguns registros de acidentes com orcas em cativeiro não existe registro de acidentes com esses animais quando soltos na natureza. Isso permite que em algumas partes do mundo você possa mergulhar com esses animais fantásticos.

É possível mergulhar (mergulho livre) com orcas na Noruega, em um local de pesca desses animais. De acordo com mergulhadores da região é totalmente seguro porque as orcas são muito precisas e parecem saber o que estão fazendo enquanto nadam e pescam. Ou seja, elas não vão nem te atacar nem se jogar por engano em cima dos mergulhadores. 
Fonte: Mark Carwardine

Estudos têm sido feitos para preservar a diversidade genética desses animais. Se quiser saber mais clique aqui. Mas as causas do desaparecimento ainda não são claras. Poluição, mudanças climáticas, sobrepesca que teria afetado toda a teia alimentar e consequentemente reduzido a quantidade de alimento para estes animais, enfim, a lista de motivos é enorme. 

Apesar de não serem comumente encontrados no litoral brasileiro, pois preferem águas frias, orcas já foram avistadas no litoral brasileiro. Mesmo não sendo da nossa fauna, cabe a todos nós, não somente mergulhadores, conhecer e preservar. Sem contar que você pode incluir na sua lista de mergulhos a fazer: mergulhar com orcas. 



Fonte:
https://english.netmassimo.com/2018/10/11/a-new-genetic-project-to-save-the-pacific-northwest-orcas/
http://www.blackfishmovie.com/
https://www.scubadiving.com/sea-watch-orcas

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Por que fazer um curso de Nitrox?

Depois de terminar um curso de mergulho básico (Open Water) pela PADI, surgem várias dúvidas: o que fazer agora? Sigo mergulhando sem fazer outros cursos? Faço logo tudo quanto é curso que aparecer pela frente? Que cursos devo fazer?

Teremos uma série de posts sobre que caminhos trilhar uma vez que você terminou o curso básico. Um primeiro post sobre a diferença entre Dive Master e Master Scuba Diving já foi publicado no começo desse mês. Mas essas duas certificações são objetivos a se atingir, mais do que caminhos a serem trilhados. Passo a passo, curso a curso, vamos apresentar quais são as opções e o que você pode fazer mesmo antes de decidir se você quer seguir no recreacional ou se você quer se tornar um profissional do mergulho.


Este post é sobre o Curso de Nitrox (enriched air diver) ou por que você deveria se interessar e procurar mergulhar com Nitrox.

Mas o que é o "nitrox"? Como o nome sugere é uma mistura de nitrogênio e oxigênio, que contém um percentual maior de oxigênio do que o ar que nós normalmente respiramos tanto na superfície quanto nos cilindros de ar comprimido e que basicamente serve para facilitar uma menor absorção de nitrogênio. De forma mais comum, o termo "nitrox" se refere a qualquer combinação que contenha oxigênio acima de 21% mas não acima de 40%. Durante o curso você aprenderá a diferença entre os tipos de EAN como o 32 e 36, bem como tirar o máximo de proveito dessa habilidade dentro dos padrões de segurança. Mas quais são as vantagens de usar nitrox ao invés de ar comum?

Um dos principais benefícios para o uso do ar enriquecido (o nitrox) é que ele estende os seus limites não descompressivos para além daqueles oferecidos pelo ar normal. Como consequência, o seu tempo de fundo é aumentado e reduz a carga geral de nitrogênio em mergulhos múltiplos. 

Ou seja, se você estiver viajando e tiver poucos dias para fazer todos os mergulhos que quer, mergulhar com nitrox é a melhor opção. Você pode fazer mais mergulhos sucessivos e aproveitar melhor o seu tempo. Se você pretende viajar e mergulhar, se organize para fazer um curso de Nitrox antes de ir para poder aproveitar ao máximo! Na verdade, é um curso rápido de se fazer e que oferece muitas vantagens quando viajando. Então, não precisa esperar pela próxima viagem para fazer o curso! 

Para fazer o curso de Enriched Air Diver pela PADI não há necessidade de ter curso avançado, pois você pode querer fazer múltiplos mergulhos mesmo a pouca profundidade. Os pré-requisitos são ter curso básico (Open Water) e no mínimo 12 anos. Mais informações no site.


Fonte:
https://www.padi.com/ja/node/1306
https://www.leisurepro.com/blog/scuba-guides/benefits-diving-nitrox/

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Os riscos de um batismo: o barato que pode sair caro

Batismo na Lagoa de Itarema
Num país como o Brasil, com mais de 7 mil km de costa, era inevitável que o mergulho se popularizasse e se tornasse uma opção em várias praias do nosso litoral. No entanto, com a popularização também vieram vários riscos.

O termo batismo no mergulho é quando uma pessoa que nunca fez um curso de mergulho recebe instruções básicas e faz um mergulho acompanhada de um dive master ou instrutor. O problema é que em muitos lugares, não somente no Brasil, mas no mundo, pessoas não certificadas fazem os batismos colocando em risco a vida das pessoas. É a famosa situação em que o barato pode sair caro...e custar sua vida.

Mas quais são os riscos?

Para muitos, um mergulho "raso" parece não apresentar risco algum. Quando a profundidade é de cerca de 6 metros ou menos, a maioria das pessoas relaxa e não se preocupa em exigir certificações ou de investigar a operadora ou pessoa com quem vai fazer o mergulho. O que a maioria esquece é que mesmo uma profundidade de apenas dois metro já apresenta alguns riscos para o mergulhador não preparado. O mergulho é um dos esportes mais seguros que existe, mas se não forem respeitados os limites de profundidade e tempo de fundo a pessoa não somente pode se machucar seriamente, mas coloca sua vida em risco.

Mergulhador exibindo dores de cabeça após
realizar um mergulho sem as paradas de
segurança. 
Pessoas que se dizem instrutores de mergulho oferecem batismos a preços muito menores que um mergulhador certificado. E quem resiste a uma boa pechincha? Mas quando se trata da sua saúde você deveria. Quando optar por fazer um batismo peça a certificação da pessoa que vai com você. Pergunte que curso ele ou ela fez. Peça referências a outras pessoas. E nunca ache caro (o valor que seja) pagar por um profissional devidamente qualificado quando se tratar da sua segurança.

Quem já pulou numa piscina funda deve lembrar de ter sentido dorzinha de cabeça na parte frontal logo acima ou ao redor dos olhos. Nessa região do nosso corpo há ar e quando esse ar é comprimido quando mergulhamos sentimos dor. Essa situação é para ilustrar o que acontecesse com nosso corpo quando mergulhamos. Da mesma forma que a poucos metros já há compressão do ar, quanto mais fundo vamos mais perigoso essa compressão vai ficando. Sem as orientações adequadas, ar pode ficar preso no nosso corpo em diversos locais causando desde problemas "leves" como uma coceira subcutânea até problemas sérios como paralisia ou morte.

Batismo realizado na Lagoa de Itarema
Outra situação é que muitas dessas empresas que se dizem "operadoras" de beira de praia, além de não terem alguém certificado para garantir a segurança de quem faz o batismo, usam equipamentos de baixa qualidade e/ou sem a devida manutenção. Os equipamentos de mergulho são a peça chave para garantir a sua segurança quando debaixo d'água. Sem usar os equipamentos adequados ou sem a devida manutenção coloca-se a vida em risco.

Então fique atento a quem você confia sua vida.

Quando em Fortaleza, procure a Mar do Ceará para um batismo no mar ou no local mais procurado: Itarema! Para maiores informações entre em contato!

Fonte:

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Master Scuba Diver e Dive Master: qual a diferença?


Provavelmente você já ouviu o termo "Dive Master". É possível, também, que um Dive Master tenha participado do seu curso ou você tenha encontrado com um ou vários ao longo dos mergulhos. Mas e o termo "Master Scuba Diver"? Você já ouviu falar? Essas duas classificações da PADI têm nomes semelhantes e atribuições bem diferentes. Vamos saber um pouco mais.

As duas denominações indicam mergulhadores com muita experiência e treino. Apesar das similaridades entre os nomes, tornar-se um Master Scuba Diver é bem diferente de se tornar um Dive Master.  Começando pela idade. Pois você pode se tornar um Master Scuba Diver bem jovem, sendo a idade mínima para isso de 12 anos, enquanto um Dive Master tem que ter no mínimo 18 anos.


Menos de 2% dos mergulhadores se tornam Master Scuba Divers fazendo deles um grupo de elite. Os Dive Master geralmente ajudam em aulas e operações de mergulho, ou sejam, trabalham com mergulho fazendo deles profissionais do mergulho. 

Alguns cursos ao longo do caminho são similares. As duas modalidades pedem o curso avançado (certificado de Advanced Open Water Diver) e de resgate (Rescue Diver) sendo que no caso do Master Scuba Diver pode ser a modalidade Junior desses cursos. Veja mais abaixo:

Master Scuba Diver
  • ao menos 12 anos de idade (12-14 anos com Junior MSD)
  • certificação PADI (Junior) Advanced Open Water Diver
  • certificação PADI (Junior) Rescue Diver
  • ter cinco certificações PADI Specialty Diver
  • ter logado no mínimo 50 mergulhos
  • completar o formulário para ser um Master Scuba Diver


No caso do curso para Dive Master, há uma série de pre-requisitos, que devem ser cumpridos antes de iniciar o curso.

  • ter ao menos 18 anos
  • certificação PADI Advanced Open Water Diver
  • certificação PADI Rescue Diver
  • ter completado o EFR Primary and Secondary Care nos últimos dois anos
  • declaração médica atestando apto a mergulhar
  • 40 mergulhos logados antes de começar o curso


E para completar o curso é necessário ter 60 mergulhos logados quando terminar.

E ao longo do curso é necessário completas oito das seções Knowledge Development; passar o exame final para Dive master; passar nos exercícios de habilidades dentro da água e atividades práticas.

Independente do que você desejar do mergulho, quer seja recreação ou trabalho, aprimorar suas habilidades é sempre uma ótima ideia. Sendo assim, o que serve para você? Se tornar um Scuba Dive Master ou um Dive Master? Procure a escola de mergulho mais próxima, ou se você estiver em Fortaleza procure a galera da Mar do Ceará para maiores informações.


Fonte:
https://www2.padi.com/blog/2015/05/12/whats-the-difference-between-padi-master-scuba-diver-and-divemaster/
https://www.abyss.com.au/diving/2016/06/what-is-the-difference-between-a-padi-master-scuba-diver-and-a-divemaster/

sábado, 26 de janeiro de 2019

Macau: tripulantes passavam por dificuldades antes do naufrágio

Tripulantes do navio mercante Macau em 1954. Este navio afundou em Aracati poucos anos após esta reportagem


Em matéria do jornal carioca Imprensa Popular de 18 de setembro de 1954 os tripulantes do navio mercante Macau que viria a afundar no litoral aracatiense em dezembro de 1961, reivindicam seus salários à Companhia de Navegação São Jorge, sediada no Rio de Janeiro e proprietária da embarcação.
"Os tripulantes do navio 'Macau', de propriedade da Companhia de Navegação São Jorge estar à quatro meses e 17 dias sem receber vencimentos. Atravessam situação a mais difícil, pois são pais de famílias numerosas, que lhes têm escrito várias cartas reclamando até falta de alimentação. Um deles o marinheiro Francisco Cruz, é pai de 10 filhos.
Os marítimos, segundo nos informou uma comissão constituída pelos srs. Pedro Lucas dos Santos, Manuel Belo Marinho e Antônio Pedro da Silva, que veio, ontem, à nossa redação já se entenderam com o diretor da empresa, o qual se limitou a dizer que o "Macau" viajará por êstes dias para o Rio Grande do Sul com um grande carregamento, e que talvez na volta haja pagamento. No entanto - frisou - Isto só será possível se fôr conseguido um empréstimo de dinheiro que estamos tentando obter. - Inquirido pelos trabalhadores sôbre o caso de não ser conseguido o empréstimo, o diretor respondeu que a emprêsa irá a falência.
Tal afirmação representa um possível esbulho já em organização contra os marítimos. a emprêsa indo a falência, ficarão de vez sem seus vencimentos. Daí, portanto, ter a tripulação do 'Macau' solicitado providências ao sindicato dos marinheiros."


Fonte
Jornal Imprensa Popular, Rio de Janeiro, 18 de setembro de 1954.

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Terminei o básico, e agora?


Quando alguém tem interesse em mergulho recreativo e procura uma escola ou centro de mergulho para fazer um curso geralmente começa pelo básico, no caso da PADI um curso de PADI Open Water Diver. Durante o curso e ao final deste novas modalidades são apresentadas, mas a maioria das pessoas se sente um pouco "perdida". Mas afinal, o que fazer depois do básico? Por que fazer mais algum curso depois de terminar o curso PADI Open Water Diver?

Duas perguntas bem diferentes, então vamos por partes.

A primeira recomendação após concluir o curso de mergulho é...mergulhar! Isso mesmo! Colocar em prática o que você aprendeu Você pode alugar equipamento e cair na água com um amigo mergulhador ou participar de um dos passeios (ou saídas) de mergulho organizados pela operadora em datas disponíveis em nosso calendário. A sugestão é que seus primeiros mergulhos após o curso sejam acompanhados de mergulhadores mais experientes ou sob a supervisão de um Divemaster ou Instrutor. Isto porque assim como quando tiramos a habilitação para dirigir um carro, logo após o curso podemos não estar completamente familiarizados com técnicas e possíveis problemas. Então o primeiro passo é cair na água e virar peixe, em cardume!

Ao terminar um curso básico pela PADI você está preparado e pode realizar um mergulho com segurança até 18 m  de profundidade. Mas muitos pontos de mergulho e naufrágios se encontram a uma profundidade maior do que essa. Assim sendo, se você quer continuar mergulhando e ter liberdade para mergulhar em mais lugares precisa ter um curso Adventure Diver ou Advanced Open Water Diver. A sugestão é passar logo para o avançado (Advanced), por uma relação custo benefício.
Cursos e especialidades PADI 

Mas digamos que ir mais fundo não esteja entre os seus desejos. Nada de errado nisso. Ainda sim, você pode escolher melhorar uma, ou várias habilidades, debaixo d'água. Você pode querer usar um equipamento diferente, como uma máscara do tipo full face, que cobre o rosto todo. Ou poder querer usar uma roupa especial para mergulhar em águas geladas, como uma roupa seca. Para tudo isso há uma habilidade que precisa ser desenvolvida e a PADI oferece os devidos treinamentos para que você possa curtir e realizar o mergulho com toda a segurança. Para mais opções de cursos observe no diagrama a seguir o quadro SPECIALITIES a partir do Open Water.

Digamos que você decidiu fazer o curso avançado (Advanced Open Water) para poder ir mais fundo. A partir daí surgem novas dúvidas. E a primeira pergunta que você deve se fazer é: para que eu quero o mergulho na minha vida?

Se o motivo for só recreativo, há um leque de opções de especialidades e cursos que você pode fazer para aprimorar seus conhecimentos, torna-se mais seguro e capacitado a ajudar alguém numa situação de emergência (o curso de resgate) e você pode seguir até Master Scuba Diver.

Se você gostaria de trabalhar com isso, dar aula de mergulho, o caminho a seguir é em direção ao Dive Master para poder trilhar o caminho de Instrutor. Em breve, uma postagem para falar sobre a diferença entre Master Scuba Diver e Dive Master.

No fluxograma acima, em azul claro estão os cursos recreativos PADI. Em azul escuro as especialidades. Em preto, um dos caminhos para se tornar um profissional do mergulho, no caso trabalhando como Dive Master e depois instrutor. Em postagens anteriores nós falamos sobre as diferenças entre mergulho recreacional, técnico e profissional e sobre o mergulho profissional saturado. Em cinza são os cursos que qualquer um, mesmo um não mergulhador, pode fazer. No caso do curso de primeiro socorros (Emergency First Response Provider) trata-se de um curso pré-requisito para o de resgate (Rescue Diver). Finalmente, em branco são as reciclagens ou ReActive. Quando você passa muito tempo sem mergulhar algumas habilidades podem ser esquecidas. O ideal é procurar uma escola de mergulho e fazer um ReActivate dentro dos cursos que você tem antes de fazer um mergulho caso você tenha passado mais de um ano sem mergulhar.

Em postagens futuras mais explicações sobre os cursos e a carreira de mergulhador.

Fonte: 

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