terça-feira, 4 de junho de 2019

3a Semana do Mar

Esta semana começa a terceira Semana do Mar a ser realizada no Iate Clube, na cidade de Fortaleza, Ceará. Uma ação conjunta da Mar do Ceará com o Labomar e apoio de diversas instituições como a Aquasis e a Marinha do Brasil, a semana vem divulgar ações relacionadas ao mar e sua preservação. Palestras, exposições, oficinas e debates cobrem diversos tópicos ao longo dos quatro dias de evento. 

Além disso, na piscina, estará sendo realizada uma oficina de mergulho para aqueles que querem se familiarizar ou saber mais sobre o esporte. Todo o evento e as oficinas são gratuitos. Confira a programação completa a seguir: 



segunda-feira, 13 de maio de 2019

Ação contra o aterro - Assine a petição

Fotografia da petição contra o aterro

Mar do Ceará envolvida nas ações contra o aterro
Nos últimos dias temos tratado aqui no blog da situação do aterro da Beira Mar, Fortaleza, Ceará. Domingo passado tivemos uma ação na praia do Náutico, Fortaleza, na tentativa de conscientizar a população e impedir que o aterro se concretize. Várias instituições participaram e foi com muita alegria que a Mar do Ceará esteve representada em peso por vários mergulhadores e mergulhadoras.

Lixo recolhido na ação conjunta de limpeza da praia
A ação teve mergulhadores dentro da água fazendo uma limpeza sub para mostrar os impactos que a área já sofre. Teve ação na praia também, com limpeza da praia, movimentação de pessoas e palestras. Outras entidades estavam envolvidas. Somando todo o lixo que foi retirado, da limpeza sub e da limpeza da praia, cerca de 78 kg foram recolhidos.

Como resultado dessas ações está rolando na Internet uma petição solicitando a intervenção do procurador da justiça estado do Ceará. Para assinar basta clicar AQUI. Lá também consta algumas outras informações como mais justificativas para ser contra o aterro. Se você ainda tem alguma dúvida dá uma lida.  Várias entidades estão se movendo para que o aterro não seja aprovado e vida marinha seja perdida.
Equipe de mergulhadores que participou da limpeza sub. 

Faça você também a sua parte! Assine a petição! Converse com outras pessoas sobre o que está acontecendo.

ASSINE A PETIÇÃO - Clique aqui





quarta-feira, 1 de maio de 2019

Chamada URGENTE!

Junte-se a todos preocupados com a preservação da vida na orla marítima de Fortaleza!

Alguns dias atrás neste blog foi publicada a notícia das intenções da prefeitura de Fortaleza em aterrar uma área rica em vida, no intuito de alargar a faixa de praia. Diversos grupos decidiram não ficar calados e parados diante dessa situação e se organizaram para uma manifestação no Espigão do Náutico no próximo domingo dia 05/05. 

A ideia é conscientizar as pessoas para o que acontecerá, a riqueza de vida que será perdida com essa atitude. Junte-se você também! Não deixe que todo um ecossistema seja aterrado. Diga não ao aterro! 

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Prefeitura de Fortaleza irá soterrar recifes de coral

https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2018/07/26/prefeitura-assina-ordem-de-servico-para-obras-da-nova-beira-mar.ghtml

Quanto vale o metro quadrado no bairro mais nobre de Fortaleza? Isso é algo fácil de ser precificado. Sabemos precificar bens e serviços que utilizamos diretamente em nosso dia. Mas quanto vale o metro quadro de floresta amazônica? Não só o terreno, mas a floresta em si e os serviços biológicos que esta presta para a humanidade. A Amazônia já foi (e talvez ainda seja) considerada o pulmão do mundo e ainda assim sofre constantemente com a degradação do desmatamento, construção de barragens, etc. A floresta Amazônia está acima do solo e à vista de todos. Ainda assim o cenário é péssimo, o que nos levam a pensar na riqueza biológica escondida sob o mar. Todos aqueles peixes, recifes de coral, esponjas, tartarugas, lagostas, golfinhos... A riqueza biológica presente em um metro quadrado de um recife biológico é mil vezes maior que a riqueza presente na mesma área de floresta amazônica. Isto significava a grosso modo que existe mil vezes mais elementos vivos em uma porção de um recife biológico do que na mesma área de floresta amazônica.

Dia 12 de abril de 2019, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio irá assinar os contratos da obra de engorda da faixa de praia que vai soterrar diversos recifes de corais existentes na orla. Um crime ambiental desse porte no meio da cidade de Fortaleza só é possível porque está escondido dos olhos da maioria. Há alguns anos atrás os protestos foram intensos ante a construção do viaduto na Avenida Engenheiro Santana Junior para desafogar o tráfego na região nas proximidades do Shopping Iguatemi. Claro que não deu em nada e o viaduto foi construído da mesma forma. Nada estranho aí visto que pouco depois o foi construída uma torre empresarial praticamente dentro do Rio Cocó, o que também não traz espanto já que em 2011 foi soterrado um naufrágio possivelmente secular ao lado da Ponte Metálica

Nada estranho acontece hoje em Fortaleza, cidade do boto-cinza, patrimônio natural do município.

O trecho da faixa de praia a ser ampliado corresponde à Avenida Desembargador Moreira, no Meireles, até o espigão da Rua João Cordeiro, na Praia de Iracema, com o aumento de 80 metros da faixa de areia mar adentro.
A obra de engorda será dividida em dois trechos: o primeiro compreendido entre os espigões da Rua João Cordeiro e da Avenida Rui Barbosa, prevê o acréscimo da faixa de praia e o Aterro da Praia de Iracema ficará com uma área total de 71 mil m² de área.
O segundo trecho consiste no aumento da faixa de praia entre a Av. Rui Barbosa e a Av. Desembargador Moreira, criando assim um novo aterro com cerca de 81 mil m² de área, possibilitando a ampliação do calçadão. (Prefeitura de Fortaleza, https://www.fortaleza.ce.gov.br/noticias/prefeitura-de-fortaleza-apresenta-projeto-de-requalificacao-da-avenida-beira-mar, acessado em 11/04/2019)

Alguns vídeos do que será soterrado:




Em 2016 um grupo organizado por mergulhadores, biólogos e especialistas prôpos a Prefeitura a criação de um Santuário Marinho na mesma área proposta. Aparentemente é obvio que a cidade não precisa de santuários marinhos.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Pesca fantasma ameaça fauna do Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio

Rede retirada do Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio
No último domingo, dia 31 de março, a Mar do Ceará fez uma operação para o Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio. O ponto de mergulho era a pedra que dá nome ao parque. O que deveria ter sido mais um mergulho, numa área de proteção, tornou-se uma operação de retirada de uma rede de pesca, com um momento triste.

O mar estava excelente, tranquilo e sem ondas. Pouco vento facilitando a navegação e quando caímos na água visibilidade de mais de 15 m. A primeira coisa que eu notei é que a quantidade de peixes na pedra havia reduzido. Eu mergulho no parque desde 1999 e notei logo que o fundo estava um pouco deserto. Mesmo assim, alguns peixes, umas barracudas e muita vida encrustada: esponjas, algas e os
Tartaruga morre presa em rede de pesca
corais recobrindo a pedra. Bonito como sempre.

Mas com pouco tempo a visão de uma rede começa a estragar o mergulho. Uma rede de pesca que não deveria estar no parque. Não bastasse a rede, uma vítima. Presa a rede o corpo de uma tartaruga já começava a mostrar sinais de decomposição. Para ver o vídeo completo clique AQUI.

Quando uma rede é abandonada, ficando presa no fundo ou flutuando, ela continua de certa forma pescando e denominada pesca fantasma. Para saber mais sobre pesca fantasma clique AQUI e sobre a pesca fantasma no litoral cearense. A Mar do Ceará já fez outras operações de resgate de animais e retiradas de rede de pesca. Sempre que possível e com todo o cuidado necessário mergulhadores não só da Mar do Ceará recolhem redes e armadilhas de pesca.

Além disso, pesquisas recentes mostram que mais de 46% do lixo plástico do Pacífico é composto de restos de artes de pescas (redes, linhas e afins). Fazendo milhares de vítimas ao longo do ano, esse lixo é uma ameaça real.

Repensar nossa alimentação, o que comemos, de onde vem o que comemos é muito importante para garantir recursos para o futuro. Redes que pescam indiscriminadamente deveriam ser banidas e alternativas implementadas. A pesca predatório e o abandono de redes combatido. Da próxima vez que for consumir um pescado qualquer que seja reflita sobre suas escolhas, pesquise, se informe e se possível procure as autoridades responsáveis e pressione para que atividades prejudiciais ao meio ambiente sejam erradicadas.
Galera presente na operação de 31 de março


Fonte:
https://www.bloomberg.com/opinion/articles/2018-06-07/plastic-straws-aren-t-the-problem
https://mercyforanimals.org/straws-arent-the-real-problem-fishing-nets