segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Parque Estadual Marinho Pedra da Risca do Meio - Um tesouro escondido!





“E Euclides lhe propôs [...] que descesse com ele, ainda que só para ver esse outro céu debaixo do mundo que eram os fundos de corais.”
Gabriel García Márquez, em “O amor nos tempos do cólera”.

O mergulho na única área de proteção estadual marinha do Ceará, a Pedra da Risca do Meio, é
um convite para amantes de esportes radicais ou para quem busca conhecer a biodiversidade
presente nos corais que existem no litoral de Fortaleza


O barco risca lentamente as águas calmas e esverdeadas da enseada do Mucuripe em direção ao Atlântico azul e agitado. Ao entrar de vez no oceano, a embarcação balança para um lado e para o outro, mas continua determinada e brava, encarando de frente as ondas que tentam impedir o caminho. Para trás, fica uma Fortaleza nublada de uma típica manhã de janeiro de ventos médios. À frente, o céu, com poucas nuvens brancas e esparsas, une-se com o mar.
Para quem não é acostumado com o ritmo das ondas, a viagem de quase duas horas põe à prova até os estômagos mais fortes. Ao final, quando o barco para no meio da imensidão de água, de onde a Capital não passa de uma tênue silhueta, mal se pode imaginar que sob as águas está o tesouro escondido da Pedra da Risca do Meio ‒ única unidade de conservação marinha estadual do Ceará.
Estamos no Cabeço do Balanço, um dos pontos de mergulho localizados nos 33 km² de área do parque. Começa a preparação. 
Os mergulhadores vestem e conferem os equipamentos para entrar na água, um a um. Logo em seguida, guiados por uma corda presa ao fundo do mar, vão descendo aos poucos em direção aos corais. No chamado “mergulho de batismo” ‒ primeira experiência de submergir com cilindros de oxigênio em águas abertas ‒ a sensação é de estranhamento, mas também de liberdade. A adrenalina está a mil. 




O agito das ondas na superfície diminui após alguns metros de mergulho, onde já é possível ter uma excelente visibilidade. A descida exige cuidados, devido ao aumento da pressão atmosférica à qual estamos acostumados. Em terra, o corpo humano recebe uma atmosfera de pressão ‒ o que equivale a um quilo por centímetro quadrado do corpo ou uma coluna de ar sobre cabeça. 
A cada dez metros de profundidade dentro d’água, a pressão aumenta mais uma atmosfera. Por isso, descida e subida precisam ser lentas, dando tempo ao corpo para se adaptar às mudanças fisiológicas. À medida que nos aproximamos dos corais no fundo do mar – com cerca de 18 metros de profundidade ‒, a flora e a fauna ficam mais ricas, e nos deparamos com cardumes de peixinhos multicoloridos, lagostas, moreias, esponjas, algas e tubarões. É como se todos fizéssemos parte de um aquário gigante. 




Nessa hora, é possível se afastar um pouco da corda que serve de guia e explorar os arredores. O oxigênio vindo dos cilindros deixa a boca seca, mas nada que atrapalhe a diversão do passeio. Após aproximadamente meia hora, é hora de retornar à superfície. Em êxtase, fica a sensação de esse ser o tipo de experiência que é preciso ter pelo menos uma vez na vida.

A criação do parque também tinha como objetivo a preservação da pesca artesanal. “Essa é uma área muito usada pelos jangadeiros” conta o mestre em Engenharia de Pesca Marcelo Torres, idealizador e primeiro gestor do parque



BIODIVERSIDADE MARINHA 
A importância do Parque Marinho da Pedra da Risca do Meio vai além dos seus limites. Por ser um ambiente de recifes, ele tem a função de “berçário marinho”, onde as espécies podem se reproduzir em ambiente protegido, além de servir como importante fonte de alimentação. “Essas áreas são as mais produtivas e de maior riqueza da vida marinha”, ressalta o professor Marcelo de Oliveira Soares, do Instituto de Ciências do Mar da Universidade Federal do Ceará (UFC). 
No local, são encontradas diversas espécies de vegetais e animais. Entre estas, pelo menos 11 estão ameaçadas de extin- ção ‒ como os peixes cioba, badejo amarelo e mero; as tartarugas comum, verde e de pente e o tubarão martelo. 
A criação do parque também tinha como objetivo a preservação da pesca artesanal. “Essa é uma área muito usada pelos jangadeiros”, conta o mestre em Engenharia de Pesca Marcelo Torres, idealizador e primeiro gestor do parque. 
Segundo ele, havia uma preocupação, na época, de que a pesca predatória poderia pôr em risco a quantidade de pescado no local. O nome do parque vem do fato de as formações rochosas existentes no local serem conhecidas pelos pescadores como “riscas” ou “cabeços”. E a unidade de conservação fica na porção central da área ‒ por isso “Pedra da Risca do Meio”. 
De acordo com Marcelo Soares, as pesquisas científicas ainda são incipientes na região marítima entre o Ceará e o Amazonas. Entretanto, cada vez mais são encontrados ambientes de corais nesse trecho, o que era desconhecido até bem pouco tempo.


PLANO DE MANEJO 
Após quase 20 anos de criação, o Parque Marinho da Pedra da Risca do Meio ainda não possui plano de manejo. Entretanto, essa realidade deve mudar em breve. 
De acordo com o secretário do Meio Ambiente do Ceará, Artur Bruno, já foram captados recursos para elaborar o documento, que deve ser redigido e finalizado durante o próximo ano. “O plano de manejo é o documento mais importante de uma unidade de conservação, porque faz um diagnóstico da área e, a partir dele, propõe uma gestão qualificada, definindo o que pode e não pode ser feito naquele espaço”, explica o secretário. 
Além disso, também será preparado um plano de gestão para o local. O parque foi uma das seis unidades de conservação marinhas do Brasil contempladas pelo edital GEF-Mar, que será a fonte dos recursos para elaborar o plano de manejo. 
Ele é mantido por meio de doações ao Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) ‒ implementado pelo Banco Mundial ‒ e cofinanciado pela Petrobras. A seleção foi feita por meio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), do Ministério do Meio Ambiente (MMA)


META DISTANTE 
Com 8.500 km de costa e 4,5 milhões de km2 de área marítima, o Brasil ainda está longe de atingir a meta de 10% de conservação prevista na Convenção sobre Diversidade Biológica. O texto, redigido durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Eco-92), realizada no Rio de Janeiro, tinha o ano de 2010 como prazo para atingir a meta. Segundo o coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene), Leonardo Messias, “apenas 0,7% (da área total) são unidades de conservação, considerando os ambientes costeiros e marinhos (estuários, mangues, dunas, costões, lagoas costeiras e mar)”. 
Na avaliação dele, isso “está muito longe de um total que seja significativo”. Entretanto, Leonardo Messias ressalta que há boas perspectivas de melhorar esse número, já que há propostas de criação de outras unidades em andamento, além da ampliação de algumas já existentes. Ele lembra que a criação dessas unidades é importante, pois o País possui atividades que impactam negativamente o ecossistema marítimo ‒ como pesca, petróleo e mineração. 
De acordo com o secretário do Meio Ambiente do Ceará, Artur Bruno, não há perspectiva de criação de novas unidades de conservação marinhas no Estado. “Não é nosso objetivo aumentar a quantidade de unidades, é fazer com que elas funcionem bem”, explica. Essa opinião é compartilhada pelo mestre em Engenharia de Pesca Marcelo Torres. “Do que adianta a gente ampliar e não fiscalizar? É muito melhor ter uma área pequena, mas que funcione, que tenha fiscalização, plano de manejo, do que criar mais áreas para cumprir uma meta de 10% e não ser, na prática, um parque”, comenta.


AMEAÇAS AO PARQUE 
A pesca predatória com as chamadas redes caçoeiras (rede de arrasto), além do uso de compressores de ar para a captura de peixes ornamentais, lagostas e outras espécies são algumas das ameaças ao parque. 
Além disso, a poluição e falhas na fiscalização colocam em risco a integridade do parque marinho. “Infelizmente, não existe fiscalização, somente algumas ações pontuais. A gente sabe que tem todo tipo de pesca lá”, alerta o professor Marcelo Soares. 
Já o instrutor de mergulho e idealizador do Parque, Marcelo Torres, cita o uso de tambores para a pesca de lagosta no local. “Esses tambores não são lavados, têm muito produto químico [...] Virou uma terra de ninguém. É lamentável a situação em que se encontra o parque hoje”, critica. Outro sinal da ausência de fiscalização citado por Marcelo Torres era a existência de um avião Bandeirantes que havia caído no parque e se tornado um dos principais pontos de mergulho. Entretanto, o equipamento foi desmontado e retirado, possivelmente para ser vendido como sucata. 
O secretário do Meio Ambiente, Artur Bruno, reconhece as falhas no monitoramento e informa que há denúncias de que a área está poluída, inclusive com equipamentos descartados por mergulhadores. Atualmente, a Sema não possui barco próprio para fiscalização do local. 
De acordo com Artur Bruno, é estudada uma parceria com o Labomar/UFC, que permitiria o uso de equipamentos da instituição, tanto para pesquisa como para fiscalização. “Temos que conseguir um barco para que possa ter um calendário de fiscalização. O desafio é começar a fazer ainda este ano”, ressalta.


ECOTURISMO 
O Parque Marinho da Pedra da Risca do Meio tem potencial forte para o ecoturismo, principalmente para o chamado “turismo de mergulho”, já que pessoas de todo o País que já praticam o esporte buscam novos lugares para conhecer e explorar. Segundo Marcus Davis, da operadora Mar do Ceará, há grande demanda por mergulhos na unidade de conservação. No caso da Pedra da Risca do Meio, devido à profundidade, não é possível realizar o mergulho com amadores ‒ é preciso antes fazer cursos na área e obter certificação. 
“O parque tem pontos que exigem certificação de nível básico e também avançado, que habilita a ir mais fundo”, informa Marcus Davis. “É diferente de ir para Fernando de Noronha, onde (o turista) faz o curso rápido e pode mergulhar na profundidade de 10 metros”, explica a turismóloga Izaura Lila Lima, gestora da unidade de conservação. Além disso, na avaliação dela, pesam contra o uso turístico a distância do parque em relação ao litoral e a realização de mergulhos apenas no primeiro semestre do ano ‒ os ventos fortes dificultam a ida ao local e a visibilidade subaquática entre agosto de dezembro. 
Marcus Davis defende ainda mais divulgação para o local e sugere, por exemplo, a criação de um espaço na orla onde turistas, e mesmo cearenses, possam conhecer a biodiversidade presente na Pedra da Risca do Meio. 




Para quem quer vivenciar a experiência, é possível obter a certificação em operadoras de mergulho localizadas no Ceará. A Mar do Ceará, por exemplo, está no mercado desde 2009. O curso básico pode ser feito em oito dias. 
Há também cursos avançados, de primeiros socorros, de resgate, além da possibilidade de conhecer outros pontos de mergulho existentes no Ceará. Ao final, os participantes recebem certificação pela Professional Association of Diving Instructors (Padi) ‒ Associação Profissional de Instrutores de Mergulho, em tradução livre.


SERVIÇO 
Operadora de Mergulho Mar do Ceará Endereço: Av. João Pessoa, 5834 ‒ Posto
Damas ‒ Montese. 
Site: mardoceara.blogspot.com.br/ 
Contato: (85) 99764 6553 / 98744 7226
Valor: O curso básico custa a partir de R$ 1.110



Texto: Geimison Maia
Fotos: Marcus Davis

Fonte: Revista Plenário
Para fazer download da revista completa em pdf clique aqui:

terça-feira, 4 de julho de 2017

Balneário do Córrego da Volta - Itarema/CE


Itarema é um município que fica localizado a cerca de 200 km de fortaleza.
O sol brilhando quase o ano todo e a brisa que sopra do mar conferem ao município um jeito de paraíso tropical. Mas nem só de mar é feita Itarema!

As principais fontes de água fazem parte da bacia do Litoral, sendo eles os córregos Grande, da Volta e Mineiro e outros tantos. 

O Balneário do Córrego da Volta é um pedacinho de paraíso encontrado no lugar, conhecido também como Lagoa Azul. 
Lá nós temos uma deliciosa experiência de um mergulho tranquilo, com águas calmas, onde a maior preocupação é apreciar a natureza (e o azul!) a nossa volta.
Para os mergulhadores que estão acostumados com os mares agitados do Ceará, é um mergulho diferente e super recomendado. 

Confira as fotos do nosso último mergulho nesse paraíso azul:
  • Profundidade máxima de 7m
  • Visibilidade de + 10m 
  • Mergulhadores nível básico e avançado 
  • Pacote com transporte + staff + equipamentos. (entre em contato)













Veja também um pouquinho da visão aérea do local.




Vale muito conferir essa beleza de perto! 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Confira o que aconteceu na Primeira Semana do Mar

Quer saber um pouquinho do que rolou no Iate Clube de Fortaleza?

A Semana do Mar foi criada, pensada e organizada com muito carinho e dedicação para todos que, assim como nós, são apaixonados pelo mar e seus encantos.
Um evento feito para quem é do mar e para quem tem o mar como fonte de inspiração.


Foram dias intensos com diversas atividades recreativas, como stand up paddle, canoa havaiana, oficina de mergulho, onde puderam participar crianças e adultos.





Também ficou em exposição uma linda galeria de fotografia subaquática, do fotógrafo Ruver Bandeira.




Exposições de maquetes com a Marinha, peças de antiguidades náuticas e equipamentos de mergulho.






Bioshark - Material Biológico - arcadas dentárias e animais formalizados.





Exposição de fotos do Parque Estadual Marinho Pedra da Risca do Meio.







Também foram abordados assuntos sobre meio ambiente, consciência sustentável. Por exemplo, o Projeto Limpando o Mundo, que trouxe uma exposição super curiosa com itens que eles encontraram na praia e no mar, tentando trabalhar a conscientização de todos que utilizam esse meio natural para diversão ou sustento.




Reuniões e debates com organizações importantes do Estado para discutir a segurança, fiscalização e gestão do Parque Estadual Pedra da Risca do Meio, que completou 20 anos e é a primeira e única unidade de conservação marinha do Ceará.





Nossa ideia foi levar diversão, um pouco do nosso conhecimento, experiências e informações interessantes sobre assuntos diversos que pertencem ao contexto marinho.

Agradecemos especialmente ao nosso anfitrião, Iate Clube de Fortaleza, na figura do Sr. Licínio, que recebeu a todos com braços abertos e sorriso no rosto.
Ficamos imensamente felizes com todas as participações!

Esperamos que todos tenham gostado da programação e que tenhamos conseguido unir forças para cuidar e preservar cada vez mais esse ambiente que tanto amamos.
Nosso muito obrigada e até a próxima!

terça-feira, 23 de maio de 2017

Fortaleza sediará a I Semana do Mar (SEMAR)



Fortaleza será a sede de evento inédito para o Ceará e um dos maiores já realizados no Nordeste para discutir o mar nas mais diversas vertentes. Esporte, meio ambiente, história, economia, segurança, ciência, comunicação e saúde estarão reunidas na primeira Semana do Mar (Semar), de 8 a 11 de junho no Iate Clube de Fortaleza. 

Durante quatro dias, especialistas participam em mais de 20 palestras e 10 exposições, além de oficinas de mergulho com a operadora Mar do Ceará e mesa-redonda com algumas das principais autoridades em questões marítimas para o Estado. O evento é gratuito e aberto ao público.

Entre os temas das palestras, serão discutidos: o combate ao lixo marinho, a conservação no manguezal do rio Cocó, mergulho recreativo e profissional, esportes de vela, surf e stand up paddle como superação. Pesca fantasma, população de tubarões e naufrágios também serão abordados, além da exibição de documentários. 
A Marinha do Brasil falará sobre segurança no tráfego aquaviário. Com Universidade Federal do Ceará, Sema, Capitania dos Portos e Marinha do Brasil e a operadora de Mergulho Mar do Ceará, será abordada a fiscalização e gestão do Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio.

Haverá exposições de fotografias subaquáticas, peças de antiguidade náuticas, barcos de rádio controle, venda de peças de cristais resgatados do fundo do mar e o lançamento do livro Atlas de Naufrágios do Ceará. 

A primeira Semana do Mar é realizada por um coletivo de entidades independentes que operam, estudam ou produzem conhecimento no mar, como a Operadora de Mergulho Mar do Ceará e têm o apoio da Marinha do Brasil, Universidade Federal do Ceará, Capitania dos Portos, Governo do Estado, Prefeitura de Fortaleza e o Iate Clube de Fortaleza.

CLIQUE AQUI para ver a programação completa. 


Serviço:
I Semana do Mar - SEMAR
Data: 8 a 11 de junho
Horário: 8h às 20h
Local: Iate Clube de Fortaleza, Av. Abolição, 4813 – Mucuripe.
Entrada gratuita

Informações para entrevistas:
Augusto Bastos (85)9.9984-5411
Lídia Torquato (85)9.9609-3289

terça-feira, 16 de maio de 2017

Como os peixes absorvem o oxigênio da água?

Sabemos que os peixes retiram da água o oxigênio que utilizam para o funcionamento de seus organismos. E é nela que eles depositam os gases produtos desse funcionamento. Para nós, que vivemos fora d'água, a nossa troca gasosa é feita entre nossos pulmões, que captam o ar da atmosfera, e, sob pressão, troca o oxigênio (O2) pelo dióxido de carbono (CO2) com os vasos sanguíneos que estão em contato com a superfície dos alvéolos (bolsas presentes nos pulmões).
1. Esquema demonstrando as pressões parciais para ocorrência das trocas gasosas entre o pulmão e o vaso sanguíneo.
Para que um órgão seja eficiente na captação de oxigênio ele deve ter uma área de superfície grande, por isso a maioria é cheio de dobramentos denominados invaginações (para dentro) ou evaginações (para fora). Além disso deve ser composto por membranas bem finas e deve ser vascularizado por por muitos vasos sanguíneos.

2. Brânquia de peixe apresentando
coloração avermelhada devido
ao intenso fluxo sanguíneo.
Muitos dos animais terrestres são pulmonados, mas em insetos as trocas gasosas são feitas entre tubulações e os vasos deles, não tendo um órgão específico. Com peixes o órgão responsável são as brânquias. Bem finas, repleta de vasos sanguíneos e dotada de muitas ramificações na forma de evaginações, formando lamelas, que são estruturas em forma de lâminas bem finas.
3. Esquema mostrando as brânquias
de um peixe, suas estruturas e detalhes.
Um mecanismo chamado de Contra Corrente é o principal responsável por viabilizar as trocas gasosas em peixes. Esse mecanismos consiste na passagem do fluxo sanguíneo pelas estruturas das brânquias em um sentido oposto ao fluxo da água. Isso expões a água em contato maior com o sangue pouco oxigenado, realizando as trocas gasosas entre a água mais rica em oxigênio com o sangue, mais rico em dióxido de carbono.

Esse sistema é muito comum na maioria dos animais que possuem brânquias, pois aumenta a eficiência desse órgão nas trocas gasosas. Mas ele pode ser complementado com o nado do peixe. Como ele faz? Ele nada com a boca e com seu opérculo, 'tampinha' que protege as brânquias, levemente abertos, permitindo que, com o nado, a água passe por suas brânquias de maneira constante, melhorando, ainda mais, sua captação de oxigênio.

5. Esquema mostrando o fluxo daágua pelas brânquias do peixe.
Mas não seria possível que eles respirassem também fora d'água, já que o ar tem bem mais oxigênio? Não, pois os peixes necessitam que suas brânquias estejam na água para, a partir dela, absorver o gás que precisa. Mas há peixes capazes de respirar 'fora d'água', os chamados peixes pulmonados. Mas essa forma de obtenção de ar é usada em momentos de extrema necessidade como falta de oxigênio na água ou, ainda, seca periódica.

6. O peixe Periophthalmus argentilineatus é capaz de se locomover fora da água respirando por pulmões rudimentares.
No caso de seca, alguns peixes que resistem na lama possuem essa segunda opção de respiração, a pulmonada, bem menos eficiente que a por brânquias, mas necessária para manter seus órgãos vitais trabalhando lentamente até que se restabeleça a disposição de água com oxigênio dissolvido.

Assim como nós, cada animal na natureza apresenta modificações decorrentes de milhares de anos de evolução tornando-o hábil à explorar o ambiente em que vivem. Alguns, como nós, desenvolve técnicas para explorar outros ambientes, como os equipamentos de mergulho, mas isso não gera mudança em nossos organismos. Por isso ainda possuímos muita dificuldade em submergir a grandes profundidades, ação facilmente realizada pelo organismos que vivem na água como os peixe abissais, e ainda assim possuem suas limitações.

Conhecer todas essas limitações é estar preparado para dominar novos ambientes em que elas permitem-nos dominar. Estar consciente de suas ações, em boa forma física e ativamente treinado são cuidados básicos para um bom mergulho, afinal somos terrestres dentro d'água. Mergulhe consciente!

Referências:
Livro: Fisiologia Animal - Adaptação e Meio Ambiente. Knut Schmidt-Nielsen, 5 ed.;
            A Vida dos Vertebrados. F. Harvey Pough, 4 ed.;
Link: https://netnature.wordpress.com/2011/05/15/a-grande-conquista/
Imagens:
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAYfAAA/cap-20-equilibrio-acido-basico-hidro-eletrolitico
http://4.bp.blogspot.com/-7ta6AUtjuWY/TdASauNgZuI/AAAAAAAAALg/P6MiOWxLpOw/s1600/x1.jpg
https://netnature.files.wordpress.com/2011/05/periophthalmus-argentilineatus.jpg
http://s5.static.brasilescola.uol.com.br/img/2015/08/branquias.jpg
https://lh6.googleusercontent.com/-8RX0xZ_tW0Q/U_yqUHnJZTI/AAAAAAAAEtc/9yz-q4VLW0g/w873-h616/20.jpg

quinta-feira, 16 de março de 2017

Misteriosos veleiros franceses encontrados em litoral nordestino: o Luny e o Toumai

O veleiro Toumai no porto em Areia Branca. É possível observar que os tripulantes não saíram às pressas: o mastro cuidadosamente amarrado à embarcação. Fonte Whatssup.

Neste semana um veleiro francês foi encontrado sem tripulação no nordeste brasileiro. Não é a primeira vez que isso acontece!
Fonte: Whatssup.

Os tripulantes do veleiro pediram socorro por rádio até que abandonaram seu veleiro "Toumai" ao serem resgatados pelo mercante "Noni"no dia 22 de janeiro de 2017. Sua embarcação ficou abandonada à deriva até ser encontrada por pescadores do Rio Grande do Norte e levada para Areia Branca.

Não é a primeira vez que isso acontece em litoral nordestino. 

Em janeiro de 1994 o veleiro "Luny" foi encontrado na sem tripulação na Praia de Almofala, no Ceará. Segundo a polícia, a embarcação estava abandonada há pelo menos uma semana e tinha mantimentos para aproximadamente quatro dias. Estava registrado em nome de Gerard Jean Gilbert, francês de 47 anos, e partira de Gibraltar com destino a Montevidéu em 21 de setembro de 1993. A polícia encontrou diversas fotos e documentos que indicam que o proprietário estava viajando com a espora e uma pessoa idosa.  
O proprietário e tripulação do veleiro
 Luny desapareceram em 1994.

E de quem é a embarcação encontrada abandonada à deriva? Segundo os advogados José Augusto Mendes Marques e Rute de Los Santos Sarmento em estudo de caso publicado no site Popa em 2008: 

O incidente envolvendo o veleiro argentino Ilikai, ocorrido no dia 31.05.08, a 64 milhas da costa gaúcha, foi amplamente divulgado pelos meios de comunicação de todo o país e despertou a curiosidade de muitos.
Mas, afinal, o dito popular “achado não é roubado” poderia ser aplicado no caso da embarcação Ilikai, caso alguém venha a encontrá-la em alto-mar?Após enfrentar uma tempestade durante o “Crucero de la Amistad” (Cruzeiro da Amizade), que reúne veleiros da Argentina e do Uruguai em passeio pela costa brasileira, o veleiro Ilikai sofreu diversas avarias que obrigaram a tripulação a abandonar em alto-mar o barco de 41 pés, avaliado em US$ 200 mil.
De acordo com a doutrina pátria, não se admite a aquisição da propriedade por ocupação ou salvamento de embarcação em estado de abandono.
Saliente-se que o salvamento, a ocupação ou posse não legitimam a aquisição da propriedade do navio ou embarcação.
Ademais, conforme dispõe a legislação penal vigente, aquele que se apropriar de coisa alheia vinda ao seu poder por erro, caso fortuito ou força da natureza ou, ainda, aquele que achar coisa alheia perdida e dela se apropriar total ou parcialmente, deixando de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor ou de entregá-la à autoridade competente, dentro no prazo de 15 (quinze) dias, poderá incorrer em uma pena de detenção de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.
Embora afastada a hipótese de aquisição de embarcação em estado de abandono por ocupação ou salvamento, releva notar que a Lei n.º 7.203/84, que dispõe sobre a Assistência e Salvamento de Embarcação, Coisa ou Bem em Perigo no Mar, nos Portos e nas Vias Navegáveis Interiores, assegura o direito à remuneração àqueles que prestarem serviços de busca e salvamento e que participarem de operações de assistência e salvamento.
Por fim, importa esclarecer que, de acordo com o referido diploma legal, a remuneração devida pela prestação de serviço de assistência e salvamento será objeto de acordo entre as partes interessadas e, não havendo acordo entre estas, o pagamento será fixado por arbitragem ou por tribunal competente.
O veleiro Luny e os pescadores que o
encontraram em 1994.
O Mistério do Iate Francês foi a primeira matéria publicado no blog em setembro de 2009.

Imagens
Whatssup / Internet
Diário do Nordeste


Fontes
Diário do Nordeste

domingo, 12 de março de 2017

Nossas tartarugas estão doentes! - A Fibropapilomatose

Tartaruga verde morta na Praia do Aterro possivelmente devido fibropapilomatose, em dezembro de 2016. Esta doença foi primeiro registrada no Havaí em 1958 e infelizmente vem sendo observada em todo o mundo.
Recentemente tivemos dois contatos (na Praia do Aterro) com tartarugas apresentando esses tumores aqui em Fortaleza. Ainda não tinha visto nem ouvido falar até ano passado quando George Almeida fotografou uma tartaruga debilitada essas feridas na Praia do Aterro. Pesquisando um pouco, parece que é bem mais comum do que imaginávamos. 

Segundo Eduardo Lima, coordenador regianal do Projeto Tamar em Almofala, CE;
Trata-se de uma tartaruga popularmente conhecida como aruanã/tartaruga verde. Esse animais são comuns no estado do Ceará pois utilizam a costa como área de alimentação e crescimento permanecendo por aqui longos períodos até o retorno a suas áreas de desovas de origem. Essa tartaruga particularmente esta com uma doença conhecida como fibropapilomatose que pode a vir causar a morte do indivíduo por acomedimento de outras doenças em conjunto. Esse animal é um indivíduo juvenil, que caso estivesse vivo poderia chegar a medir até 1,30 metros de casco e pesar mais de 350 kg. Encalhes ao longo da costa brasileira é bastante comum por interação com pescarias ou doenças. Sabe-se que a Pesca é a principal causa desses encalhes, juntamente com a ingestão de resíduos sólidos (lixo).
Creio que não poderia explicar melhor que esse artigo do biólogo Guellity Marcel do site Eu Quero Biologia.

por Guellity Marcel
A fibropapilomatose (FP) é uma doença infecciosa que ocorre principalmente em tartarugas-verdes (Chelonia mydas), mas também em outras espécies ao redor do mundo. Foi primeiramente documentada como uma doença rara, no Havaí em 1958, mas a sua prevalência tem aumentado drasticamente nessas últimas décadas. Acredita-se que é uma doença causada por um agente viral (herpevírus). O meio de transmissão ainda é desconhecido, mas devido a alta prevalência da doença em ambientes costeiros, perto de atividades humanas, como agricultura e atividades industriais, acredita-se que a poluição do ambiente marinho facilite a expressão da doença. Esse resumo apresenta informações sobre a FP, proporcionando o melhor entendimento da doença.
Um indivíduo juvenil.

O interessante desta doença é o porque que ela afeta muito mais as tartarugas verdes, sendo que as tartarugas marinhas habitam diversas regiões do mundo. Das sete espécies de tartarugas existentes nos oceanos, cinco podem ser encontradas nos mares brasileiros: Caretta caretta (tartaruga cabeçuda ou amarela); Chelonia mydas; Eretmochelys imbricata (tartaruga de pente); Lepidochelys olivacea (tartaruga oliva) e Dermochelys coriacea (tartaruga de couro ou gigante) (Robert, 1986; Santos, 1994).

No Brasil, a maior população de tartarugas marinhas pertence à espécie C. mydas e se encontra na ilha de Trindade (Filippini, 1988). Algumas espécies estão ameaçadas de extinção devido à pesca, predação de ovos e poluição do habitat natural.

Características da Tartaruga-verde
A tartaruga verde recebe esse nome devido à presença das quatro placas laterais de cor verde ou verde-acinzentado escuro, é uma tartaruga marinha da família Cheloniidae e o único membro do género Chelonia (Tamar). Chega a atingir 139 cm de comprimento curvado da carapaça e 300 kg de peso, representando, deste modo, a maior tartaruga marinha de carapaça rígida. As características que a distinguem das outras tartarugas são a sua cabeça pequena e redonda e a carapaça sem rugosidades.

Sua alimentação varia consideravelmente durante o ciclo de vida: até atingirem 30 cm de comprimento, alimentam-se essencialmente de crustáceos, insetos aquáticos, ervas marinhas e algas; acima de 30 cm, comem principalmente algas; é a única tartaruga marinha que é estritamente herbívora em sua fase adulta (Tamar).

Fibropapilomatose
A fibropapilomatose (FP) é uma doença caracterizada por causar múltiplos tumores na epiderme (alcançando desde 0,1 cm até 30 cm de diâmetro) que afetam principalmente tartarugas verdes jovens e imaturas (HERBST et al., 1995). Esses tumores são freqüentemente encontrados ao redor do pescoço, olhos, boca, nadadeira e/ou cavidade oral, regiões inguinal e axiliar (LU et al., 1999). Os tumores surgem a partir de uma proliferação das células epidérmicas (papilomas), fibroblastos dérmicos (fibromas), ou ambos (fibropapilomas) (SMITH AND COATES, 1938).
Detalhe dos tumores.

Já foram descrita a presença de fibromas em órgãos internos, como pulmão, fígado, rins e trato gastrointestinal, provocando alterações na flutuabilidade, pressão, parênquima, necrose do fígado, insuficiência renal e por fim obstrução intestinal (HERBST, 1994). 

A FP também afeta atividades diárias desses animais infectados, como alimentação, locomoção ou visão. Tartarugas em estágio avançado da doença apresentam fraqueza, anemia regenerativa, cegueira, (MATUSHIMA et al., 2001), hipoproteinemia, elevação de enzimas hepáticas (DAHME & WEISS, 1989), diminuição progressiva da contagem de linfócitos, basófilos e eosinófilos e aumento progressivo de heterófilos e monócitos (MATUSHIMA et al., 2001).

A morfologia dos tumores varia de liso a semelhante à couve-flor, com algumas projeções pontiagudas pequenas variando de tamanho sendo que os maiores podem apresentar ulcerações e tecido necrótico. A pigmentação varia chegando a apresentar cor branca, cor-de-rosa, vermelha, cinzenta, roxa ou preta (RHODES, 2005). (Figura abaixo):

Como você pode ver na figura, esses tumores estão em forma de couve-flor, ou seja a forma que causa mais danos às tartarugas-verdes. 

No Brasil, o primeiro registro da doença foi no estado do Espírito Santo em 1986, e desde então ocorrências foram frequentemente observadas nas áreas de alimentação; os registros pareciam indicar um aumento da ocorrência: 3,2% em 1997; 10,6% em 1998; 10,7% em 1999 e 12,4% em 2000. (BAPTISTOTTE, 2005).
Todas as fotos são do mesmo indivíduo
encontrado na Praia do Aterro.

Apesar da tartaruga-verde ser a mais afetada, estudos recentes têm registrado a doença em outras espécies, incluindo tartaruga-olivacea (Lepidochelys olivacea ), tartaruga-de-kemp (Lepidochelys kempii )e a tartaruga-comum (Caretta caretta). Embora muitos fatores foram suspeitos de causar a FP, os últimos relatos incriminam o herpesvírus (HERBST et al., 1998). 

Etiologia (causa da doença)
A FP está associada a um herpevírus, um herpevirus associado a fibropapilomatose quelóide (Chelonid Fibropapilomatose – Associated Herpevirus -CPHV), que está presente em todos os tumores de ocorrência natural e induzidos experimentalmente com filtrados acelulares de tumor. (LACKOVICH et al., 1999 e HERBST et al., 1999).

Tratamento
O tratamento constitui-se na retirada cirúrgica dos tumores, felizmente a taxa de sobrevivência de tartarugas verdes após a cirurgia está acima de 90 por cento (MATUSHIMA et al, 2001). 

Conclusão 
Detalhe, os tumores estão espalhados
 pelo corpo do animal.
A fibropapilomatose é uma doença caracteriza por múltiplos tumores nas regiões de pele macia. Afeta principalmente tartarugas-verdes juvenis, que são importantes para a reprodução. Esses tumores afetam atividades diárias dessas tartarugas, como alimentação, respiração, visão e a locomoção. Tartarugas em estágios mais avançados da doença apresentam fibromas em órgãos viscerais afetando o funcionamento dos 
mesmos, ocasionando a morte. Além disso, as tartarugas que apresentam essa doença ficam mais suscetíveis a predadores e as linhas de pesca. 

Acredita-se que a poluição ao ambiente tem um importante papel no desenvolvimento da doença, pois tartarugas que estão presentes na costa desenvolvem mais a doença do que os indivíduos que vivem em água mais profundas.

Agora, só resta saber a associação entre a poluição e o Herpevírus CPHV para determinar definitivamente o porque das tartarugas-verdes serem tão afetadas assim.

Referências:
  • ROBERT, T. 1986. Biologia dos vertebrados. 5ª ed., São Paulo, Roca, 508 p.
  • SANTOS, E. 1994. Zoologia brasílica. Belo Horizonte, Vila Rica, 263 p.
  • FILIPPINI, A. 1988. Ilha da Trindade. Ciências Hoje, 45:28-35.
  • HERBST, L.H.; KLEIN P.A. Green turtle fibropapillomatosis: Challenges to assessing the role of environmental cofactors, 1995.
  • LU Y; AGUIRRE A.A; WORK T.M.;BALAZS G.H.; NERURKAR V.R.; YANAGIHARA R. Identification of a small, naked virus in tumor-like aggregates incell lines derived from a green turtle, Chelonia mydas, with fibropapillomas, 1999.
  • SMITH, G. M., AND COATES C. W. Fibroepithelial growths of the skin in large marine turtles, Chelonia mydas (Linnaeus). Zoologica, NY 23: 93–98, 1938.
  • MATUSHIMA, E.R; LONGATTO FILHO , A.;DI LORETTO , C.;KANAMURA, C.T.; SINHORINI, I.L.;GALLO, B.;BAPTISTOLLE, C. Cutaneous papillomas of green turtles: a morphological, ultrastructural and immunohistochemical study in Brazilian specimens, 2001.
  • DAHME, E; WEISS, E. Anatomia Patológica Especial Veterinária Zaragoza (Espanha): ed Acribia, p 133-134, 1989.
  • RHODES, K.H, Dermatologia de Pequenos Animais Consulta em 5 minutos Rio de Janeiro: ed Revinter, p, 357-360, 2002.
  • BAPTISTOTTE,C. Caracterização espacial e temporal da fibropapilomatose em tartarugas marinhas da costa brasileira. Tese (Doutorado em Ecologia Aplicada) – Universidade de São Paulo – Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz“ , Piracicaba, 2007.
  • HERBST, L.H; GREINER, E.C.; EHRHART, L.M.; BAGLEY, D.A.; and KLEIN, P.A. Serological association between spirorchidiasis, herpesvirus infection, and fibropapillomatosis in green turtle from Florida, 1998.
  • HERBST, L.H.; E.R. JACOBSON; P.A. KLEIN; G.H. BALAZS; R. MORETTI; T. BROWN, and J.P. SUNDBER. Comparative pathology and pathogenesis of spontaneous and experimentally induce fibropapillomatosis of green turtles (Chelonia mydas). Vet. Pathol. 36:551-564, 1999.
  • LACKVICH, J.K., D.R. BROWN, B.L. HOMER, R.L. GARBER, D.R. MADER, R.H. MORETTI, A.D. 
  • PATTERSON, L.H. HERBST, J. Oros, E.R. JACOBSON. S.S. CURRY, and P.A. KLEIN. Association of herpesvirus with fibropapillomatosis of the green turtle Chelonia mydas and the loggerhead turtle Caretta caretta in Florida. Dis. Aquat. Organ. 37:89-97, 1999.

Fonte 

quinta-feira, 2 de março de 2017

Fernando de Noronha em 2016: os Cabeças Chatas retornam à ilha



Em outubro de 2016 retornamos à Fernando de Noronha para 7 dias de mergulhos, diversão e aventura!

Organizamos três saídas para mergulho diurno embarcado e uma saída para norturno com a operadora Águas Claras! Os mais treinados Alexandre Martorano e Janleide Costa embarcaram na aventura máxima em uma aventura de mergulho técnico na Corveta Ipiranga batendo os incríveis 60m de profundidade! Fizemos ainda uma saída de praia com a Mar de Noronha no famoso Naufrágio do Porto!

Mas a aventura não foi apenas submersa! Escalamos o Morro do Piquinho para curtirmos o por do sol e descer sua face leste com o uso de técnicas de rapel!

Confira as fotos!
Embarcação bacana..

...pessoas bacanas...

...amaciando o neoprene...

Muita animação!

Passeios irados!
Mergulhos!

Reunião para a foto!

Olha a cor da água!

Diversão garantida com essa galera!

Foto clássica!

A corrente da âncora!

Muita vida marinha!

Tartarugas no noturno!


Animação a bordo!

Ângulos irado!

Tubarão na Pedras Secas!
No túnel do Naufrágio do Porto!

Peixinhos!

A turma com a tartaruga!

Homenagem a mamãe!

Preparativos para um mergulho a 60m na Corveta Ipiranga!
Animal Planet, como diria meu amigo Samuca!

Adrenalina pós mergulho!

E não foi só mergulho nãaao!
Teve por do sol...

...e rapel no Morro do Piquinho!

Altas selfies!
Lugares inusitados!


Standup na Praia do Porto!

Lanche depois da trilha!

Por do sol na praia!

Macacada reunida!
Agradecimentos especiais à Águas Claras (Hélio, Jorge, Jorjão, Diego, Terik e Léo), a ATM - esporte e aventura, a Bruno surfista e Bodão!

Confira a nossa próxima aventura no calendário!