quarta-feira, 11 de julho de 2018

Cearenses que mergulham longe


Foto da Silfra por Filipe Alencar

Curiosidade, paixão pelo mar ou desejo de aventura estão entre os motivos que levam as pessoas a mergulhar. No geral, acho que todos são movidos pelo desejo ou sonho de mergulhar. Alguns vão mais longe, figurativa e literalmente. Como Anistela Nunes que num espaço de dois anos foi do primeiro mergulho a se formar instrutora de mergulho e ter certificação de mergulhadora técnica. De lá para cá já foram mais de 400 mergulhos e esse ano, um desses foi literalmente longe: na Islândia.

Anistela Nunes mergulhando na Silfra
A Islândia tem um dos mergulhos mais procurados do mundo, pois é possível mergulhar e tocar ao mesmo tempo em duas placas tectônicas: a da Eurásia e a da América do Norte. Localizada no Parque Nacional de Thingvellir, a Silfra, como é chamada a fissura, fornece um dos mergulhos com água mais clara do mundo, podendo passar dos 100 m de visibilidade. A Silfra é preenchida com água derretida originada de uma geleira chamada Langjökull e permanece fria o ano todo com temperatura entre 2°C – 4°C. A temperatura faz com que o mergulhador tenha que estar preparado, usando o equipamento adequado. No entanto, mesmo quando a temperatura do ar cai, a água na fissura não congela pela constante entrada de água derretida da geleira.

Por estar bem na junção das duas placas tectônicas, a Silfra é considerado um local de mergulho vivo, que constantemente muda. Quer seja pelo deslizamento de rochas após um terremoto ou pelo afastamento das placas, é um local de mergulho que vale a pena ser visitado várias vezes. Quiser saber mais sobre esse mergulho clique AQUI (site em inglês). Apesar do lago próximo estar repleto de peixes o charme do lugar é a própria paisagem. Formas de vida limitam-se a algas, que dão um toque especial ao cenário.

Mas não precisa ir tão longe (figurativamente) quanto Anistela para fazer esse mergulho. No caso de Filipe Alencar, o sonho já era esse mergulho na Islândia. O que ele queria era a experiência de mergulhar entre as duas placas, além de uma paixão pelo país. Ele começou a mergulhar em dezembro de 2017 e já em março partiu para realizar esse sonho. O curso básico de mergulho e o curso de "dry suit" ou roupa seca, equipamento necessário para mergulhar em águas tão frias, veio um atrás do outro. Mas a pouca experiência não é nada, quando se tem um sonho. Coragem de ir atrás e um pouco de treino já bastam em várias situações. Verdade que alguns mergulhos ao redor do mundo pedem mais experiência, mas não é o caso de mergulhar na Silfra. 


Filipe Alencar mergulhando na Silfra
Não interessa se você é um mergulhador experiente como Anistela, ou se você está começando sua aventura no mundo dos mergulhos há pouco tempo como Filipe, o que importa é que se você tem um sonho de um mergulho (ou de mergulhar) que você vá atrás! Que você possa ter coragem de fazer como esses dois: ir longe! Se não fez o curso ainda, faça. Se falta algum curso ou certificação, corre atrás. O que você está esperando? 














Fonte:
https://www.dive.is/dive-sites/silfra

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Um breve relato da mareação ao longo da história

Um trirreme, antiga embarcação grega.
Fonte: Wikipedia

Alguns posts atrás falamos sobre o que é a mareação ou o enjoo que se sente quando embarcado e como se prevenir ou lidar com esse desconforto. Se você não leu ainda, clique AQUI para saber do que se trata.

Uma coisa muito comum numa embarcação é as pessoas mareadas se sentirem desanimadas. Muitas desistem de mergulhar se for o caso de estarem embarcadas para o mergulho. Se for somente um passeio de barco durante as férias, podem mal dizer as férias inteiras por conta desse desconforto. Mas o que pouca gente sabe é que a História está cheia de personagens ilustres que ficavam mareados. A “mareação” é tão antiga quanto o barco (ou embarcações de um modo geral) e seus relatos quase tão antigos quanto a escrita. Textos chineses e indianos antigos já traziam até remédios (o gengibre) para esse "mal".

Marinheiros e viajantes têm  sofrido com enjoo causado pelo movimento desde tempos remotos. A mareação é frequentemente mencionada em textos antigos romanos e gregos. Hipócrates, o antigo médico grego, considerado pai da medicina, escreveu sobre a condição. Cícero, importante filósofo romano, ficava feliz se pudesse evitar uma viagem longa. E o pobre Sêneca, um dos mais célebres intelectuais romanos, sofria tanto que ficava numa situação de “não aguento mais”. Horácio, poeta e filósofo romano, escreveu que a mareação era um igualador social: abundância não protege ninguém e os ricos sofrem tanto quanto os homens pobres. Nos registros das campanhas militares de Júlio Cesar, ditador romano, há histórias de recrutas vomitando e até cavalos mareados.
Hipócrates, médico grego.
Fonte: https://www.biography.com/people/hippocrates-082216

A mareação tem tido um papel importante na história. Não surpreendentemente há vários heróis e pessoas famosas entre os grandes mareadores. É muito difícil encontrar alguém que nunca ficou mareado. Praticamente todo mundo mareia. É uma reação natural ao movimento do barco (ou embarcação).

Durante as viagens da Idade Média, a mareação era um problema constante. Colombo e seus homens foram afetados. A mareação inclusive teve papel importante na vitória da Inglaterra sobre a Armada Espanhola em 1588. O almirante no comando da Armada era o Duque de Medina Sidonia, um general militar que passou pouco tempo no mar. Ele sofreu severa mareação e isso, associado a golpes de má sorte, foram o desastre para a Espanha.

Os escravos levados da África sofriam de mareação e esta estava entre alguns dos horrores aos quais eles tinham que sobreviver. Pode-se até pensar que marinheiros estejam imunes, mas um surpreendente número de homens da marinha sofriam de mareação. Esses relatos, inclusive, são frequentemente mencionado em registros navais históricos do século XVIII e XIX. Até o Almirante Nelson, o herói da marinha britânica durante as guerras napoleônicas, que começou a ir para o mar aos 12 anos sofria gravemente. Diz-se que ele nunca superou a mareação e que se sentia miserável durante a primeira parte (os primeiros dias) de todas as viagens. Até Charles Darwin, autor de A Origem das Espécies, sofreu bastante a bordo do Beagle.
O navio Beagle, que levou a bordo Charles Darwin durante o período em que coletava informação para elaborar a teoria de evolução.
Fonte: http://www.genesispark.com/wp-content/uploads/2017/04/HMS-Beagle.jpg

Toda ideia romantizada que temos das grandes travessias durante a ocupação das Américas, as próprias viagens de Charles Darwin e quantas mais você quiser imaginar, pode-se acrescentar um toque de desconforto e mareação a cada uma delas. Pode não servir de consolo, mas saber que isso não impediu grandes homens de grandes feitos pode te ajudar a encarar a próxima situação de mareação com mais ânimo. Ou pelo menos, um pouco mais de vontade de persistir e fazer o que quer que você tenha se proposto a fazer estando embarcado.

Fonte:
http://www.bbc.com/future/story/20160818-how-do-you-beat-seasickness
http://www.motion-sickness-guru.com/a-brief-history-of-motion-sickness.html

domingo, 3 de junho de 2018

Fortaleza sediará a II Semana do Mar (SEMAR)


Fortaleza sediará um dos maiores eventos já realizados no Nordeste para falar sobre o mar nas mais diversas vertentes. Esporte, meio ambiente, história, economia, segurança, ciência, comunicação e saúde estarão reunidos na Segunda Semana do Mar (Semar). Que ocorrerá de 9 a 12 de junho no Iate Clube de Fortaleza. O tema principal desse ano será o LIXO MARINHO!

Na manhã de sábado (09/06) serão iniciadas as atividades com uma limpeza de praia que também contará com o apoio de 20 mergulhadores, organizados pela escola e operadora de mergulho Mar do Ceará. Enquanto voluntários fazem a limpeza na areia, os mergulhadores irão retirar os resíduos submersos em um ponto específico da praia.

A “Batalha do Riachuelo”, será homenageada no domingo com uma regata, e contaremos com a participação da banda de música da Marinha do Brasil que realizará a abertura das competições aquáticas. Dentre os esportes aquáticos competindo estão O Stand up padlle, caiaque, vela e natação.

Durante os quatro dias do evento, especialistas participam em mais de 20 palestras e 10 exposições, além de oficinas de mergulho com a Mar do Ceará na piscina do Iate Clube. Entre os temas das palestras estão o combate ao lixo marinho, a conservação no manguezal, mergulho recreativo e profissional, esportes de vela, surf e stand up paddle como superação. Com a Universidade Federal do Ceará, Sema, Seuma, IBAMA, ABLM (Associação Brasileira do Lixo Marinho), Colônia de Pescadores, Capitania dos Portos, Marinha do Brasil e a operadora de Mergulho Mar do Ceará, sendo mediada pela jornalista Maristela Crispim será discutido na mesa-redonda a fiscalização e gestão dos resíduos sólidos marinhos no Estado no Ceará.

Haverá exposições de peças de antiguidade náuticas, venda de peças de cristais resgatadas do fundo do mar, stand da Prefeitura com doação de mudas, exposição de aquarismo, exposição itinerante Terra em Movimento: E o mar virou sertão, e muito mais. O encerramento do evento contará com a participação especial do Coral da UFC

O evento é gratuito e aberto ao público, sendo sugerido a doação de 1 quilo de alimento para aqueles que participarem das palestras. Os alimentos arrecadados serão organizados para posterior doação de cestas básicas.

Dentre as atrações mais aguardadas, está a palestra de Amyr Klink, que será realizada no dia 09 de junho, às 17h30min. Esta palestra conta com uma pré-inscrição, então, quem quiser assistir deverá comparecer ao local do evento no próprio sábado dia 09 de junho das 13hrs às 17 horas.

A Segunda Semana do Mar é realizada por um coletivo de entidades independentes que
operam, estudam ou produzem conhecimento no mar, como a escola e operadora de mergulho Mar
do Ceará e têm o apoio da Marinha do Brasil, Universidade Federal do Ceará, Capitania dos
Portos, Governo do Estado, Prefeitura de Fortaleza e o Iate Clube de Fortaleza.

Texto em parceria com Lídia Torquato

Parceiros:





Serviço:
II Semana do Mar - SEMAR
Data: 9 a 12 de junho
Horário: 8h às 20h
Local: Iate Clube de Fortaleza, Av. Abolição, 4813 – Mucuripe.
Entrada gratuita (sugestão de doação de 1 kg de alimento por dia para quem for participar das
palestras)

Informações para entrevistas:
Augusto Bastos (85)9.9984-5411
Lídia Torquato (85)9.9609-3289



quarta-feira, 16 de maio de 2018

Questionário aplicado aos mergulhadores e pescadores do Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio


O Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio contém vários pontos de mergulho fantásticos. Com visibilidade que pode chegar a mais de 20 m, durante o primeiro semestre a Mar do Ceará faz operações todo mês com saídas para mergulhadores de nível básico a avançado. Para saber mais sobre as saídas de mergulho para o parque clique AQUI.

Criado em 1997 o parque ainda não tem um plano de manejo definido. Para saber mais sobre essas questões clique AQUI  e AQUI. Um ponto importante para se elaborar um bom plano de manejo é escutar quem utiliza a área. Claro que nem sempre isso acontece por uma série de motivos. O interesse na opinião de usuários de uma área existe, mesmo que nem sempre essa opinião possa ser acatada. Tem isso em mente, mergulhadores e pescadores estão sendo convidados a responder um questionário que é parte de um projeto de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Ciências Marinhas Tropicais da Universidade Federal do Ceará (UFC), que tem como finalidade avaliar as relações de causa e efeito das ações antrópicas no parque.

Para responder ao questionário clique AQUI.

Não há necessidade de se identificar. Pede-se que responda ao questionário da forma mais sincera possível. O questionário é curtinho e é uma chance para que administradores e/ou envolvidos no manejo do parque possam ao menos ter uma ideia da opinião dos usuários.


Fotos: Marcus Davis


sexta-feira, 11 de maio de 2018

Um centro de mergulho no Ceará?

Centro de mergulho onde se localiza a Y-40, piscina mais profunda do mundo.

No mundo todo existem centenas de centros de mergulho. Mesmo no Brasil já existem alguns. Mas já pensou se existisse um no Ceará? A Lethycia Aquino, mergulhadora e estudante de arquitetura, pensou nisso. A partir daí, ela tomou a decisão de fazer do seu projeto de conclusão de curso sobre como seria se houvesse mesmo um centro de mergulho no Ceará.

Lethycia Aquino, estudante de arquitetura e mergulhadora.
Quando ela falou sobre essa ideia, muita gente achou estranho. E a pergunta que ela mais ouviu foi: “Mas qual a relação entre o mergulho (autônomo ou livre) e a arquitetura?” A resposta dela foi: “nós mergulhadores precisamos de um espaço para aprender a mergulhar, com sala de aula, piscina e outras coisas que são construídas dentro de uma edificação. Seria muito bom se tivéssemos um espaço pensado para isso, adequado para fazer diversos tipos de atividades relacionadas ao mergulho. Quando eu fiz o curso de mergulho recreativo, senti falta disso e decidir projetar o que seria o local ideal”.

A Lethycia sabe o que ela quer no centro de mergulho. E até tem informação sobre o que precisa. Mas ela também quer saber a opinião de outros mergulhadores. Assim, ela está fazendo uma pesquisa com os mergulhadores, um questionário elaborado para saber o que eles precisam ou o que gostariam que tivesse num centro de mergulho no nosso estado.

Apoiando a ideia dela, estamos colocando o link do questionário para que você possa dar sua opinião.

Para responder a pesquisa basta clicar AQUI! A pesquisa é curtinha e rapidinho você pode responder.

Vale lembrar que esse questionário é parte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR) da estudante Lethycia Aquino, com o tema de "Centro de Mergulho do Ceará". As respostas obtidas nortearão o desenvolvimento do projeto acadêmico.  Ou seja, ela vai levar em consideração a sua opinião sobre o que deveria ter num centro de mergulho.

Marcus Davis visitando um centro de mergulho na Alemanha.
Suas respostas são confidenciais, sendo utilizadas somente para a realização desse trabalho. Além disso, se você não quiser se identificar não há necessidade para tanto. O preenchimento da identificação é opcional.

As perguntas são direcionadas para mergulhadores, principalmente aqueles do mergulho recreativo e/ou livre, sejam praticantes ou profissionais da área. Se você mergulha, aproveite para dar sua opinião.

Texto com colaboração de Lethycia Aquino
Fonte:
https://www.deeperblue.com/visiting-the-y-40-the-worlds-deepest-pool/

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Mar, mareado, mareação

A alegria dos mergulhadores logo após embarcarem.
Todo mergulhador que já fez um mergulho embarcado sabe sobre o que vamos falar nas próximas linhas. Ou melhor, todo mundo que já andou de barco ou navio, sabe sobre o que vamos falar. Se você não embarcou ainda, se nunca embarcou na vida, eu sugiro que pule direto para a parte "O que fazer antes de embarcar". Digo isso porque uma boa parte da mareação é psicológica. Então, se você ler isso antes de embarcar a primeira vez as chances de que você saberá na prática o que é mareação são maiores.

Bom, se você continuou lendo há duas possibilidades: você já sabe do que estamos falando ou a sua curiosidade foi maior. Mareação ou cinetose é quando você está embarcado e se sente mal ficando enjoado e até vomitando. A teoria mais aceita diz que isso acontece porque seu senso de equilíbrio entende que você está parado quando na verdade você está se movendo. Cinetose na verdade são todos os tipos de enjoo por causa do movimento: de barco ou navio, no carro e em avião. Mareação (o ato, substantivo) ou marear (o verbo) é específico de quando você fica enjoado porque está dentro de um barco ou navio. Lembrando que nem todo mundo que fica enjoado num barco fica enjoado em carros e aviões e vice versa.

O barco balança, se move e balança e enquanto você olha ao redor o seu cérebro tem problemas tentando equilibrar você e há conflito. Aquilo que a parte interna do seu ouvido e seus olhos captam pode ser diferente e seu cérebro entende como informações conflitantes. Ou seja, você olha para os lados, mas não entende que está se movendo. O seu ouvido interno entende que você está se movendo, ou melhor, sente que há movimento. E essas duas informações chegam ao cérebro como sendo contraditórias.

Os mesmos mergulhadores após algumas horas embarcados. 
Não se sabe ao certo porque a resposta do organismo é te deixar enjoado, com a boca seca, dor de cabeça, sudorese além de ficar pálido. Uma pessoa pode ter todos os sintomas ou só um ou dois. E você pode ficar bem enjoado e não vomitar. Ou pode só ficar enjoado, não sentir mais nada e de repente começar a vomitar. Enfim, o que interessa é que mareação pode ser bem ruim e a Ciência ainda não tem certeza de porque essa resposta é assim.

Se você estiver embarcado para mergulhar, acredite quando dizem que melhora quando cai na água. Nunca deixe de fazer um mergulho porque você está mareado. Deitado no barco você pode se sentir um pouco melhor (apesar das pesquisas mostrarem que isso piora o seu estado de enjoo), mas o contato com a água e principalmente o descer na água vai fazer com que você se sinta muito melhor. Toda operadora/escola de mergulho sabe lidar com os mareados. Então, se for o caso peça ajuda. Diga que não consegue se levantar e/ou se equipar. No Ceará, porque nossos mares são mais agitados do que em outros lugares, o pessoal da Mar do Ceará está mais do que preparado para cuidar de você. Resista ao desejo de desistir!

Há outras coisas que você pode e deve fazer enquanto está dentro do barco para se sentir melhor. Coma enquanto está a bordo. Muito provavelmente você não sentirá forme, mas um estômago vazio é pior. E principalmente, beba água. Muita água. Você já tem uma tendência a ficar desidratado por estar no sol. Vomitando isso acelera o processo. Então para evitar que se sinta ainda pior por estar mareado: BEBA água!

Imagem ilustrando a relação olhos e ouvido interno durante a mareação.
Fonte: http://www.leventefe.com.au/motion-sickness/


Além dessas dicas há outras no site da PADI (Professional Association of Diving Instructors) :


  • Quando no barco: Ficar no convés e olhar para o horizonte. Evitar ficar próximo dos motores e inalar o cheiro de fumaça. 
  • Antes de embarcar (dias anteriores ou logo antes): evitar refeições pesadas. 
  • Beber bastante água
  • Evitar bebidas alcólicas no dia anterior a embarcar
  • Se possível fique de pé. Sentar ou deitar pode fazer com que você se sinta pior. 
  • Como bolachas (biscoitos) de água e sal para acalmar o estômago
  • Evite outras pessoas que estejam mareadas (obs: ver alguém passando mal pode fazer com que você passe mal também. Lembra o tal do "psicológico"? Pois é, ele pode ser mais forte do que você imagina.)
Quanto a medicação existem as vendidas nas farmácias, mas não tome remédios sem consultar um médico! E lembre-se que a maioria desses remédios requer que você comece a tomar várias horas antes de embarcar. Sem contar que todo medicamento tem efeitos colaterais, então cuidado!
Quando embarcado: beba água!
Resumindo

ANTES DE EMBARCAR (dias e horas antes)


  • Durma bem
  • Evite bebidas alcólicas
  • Evite comidas pesadas 
  • Como alguma coisa (se for emb7arcar de manhã, coma bem no café da manhã)

DURANTE O EMBARQUE 
  • Beba água
  • Tente comer
  • Não tenha medo, nem vergonha de vomitar
  • Procure olhar para o horizonte
  • Se estiver enjoado procure respirar ar fresco e evite respirar a fumaça que sai do motor
  • Evite abaixar a cabeça ou olhar para o chão


Fonte:
https://www.diversalertnetwork.org/medical/articles/Motion_Sickness_Updated_2003
http://www2.padi.com/blog/2015/07/31/simple-tips-for-preventing-seasickness-divers-alert-network/
Benson, Alan J. (2002). "Motion Sickness". In Kent B. Pandoff; Robert E. Burr. Medical Aspects of Harsh Environments (PDF). 2. Washington, D.C.: Borden Institute. pp. 1048–1083. ISBN 978-0-16-051184-4. Retrieved 27 Mar 2017.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Fernando de Noronha: a ilha e os mergulhos

Vista geral da Ilha

             
             A grande maioria das pessoas quando escuta o nome “Noronha” já pensa em praias lindas e lugar paradisíaco. Imagens belíssimas passam pela cabeça dessas pessoas. Mas pouca gente realmente sabe o que é Noronha ou até mesmo onde fica.  
            Fernando de Noronha é na verdade o nome de um arquipélago (conjunto de ilhas). O arquipélago é formado por vinte e uma ilhas, numa extensão de 26 km2. A ilha principal, também denominada Fernando de Noronha, é a única ilha habitada e tem uma área de 17km2. Todas as outras ilhas fazem parte do Parque Nacional Marinho e só podem ser visitadas se o IBAMA autorizar.
            O arquipélago se encontra a mais de 300 km de distância do continente, ou seja, um pouco difícil chegar lá nadando. Apesar de ser mais próximo de Natal, Rio Grande do Norte, pertence na verdade a Recife, Pernambuco e há voos diretos diários saindo das duas cidade para chegar na ilha. Ir de barco ou navio também é uma opção, mas há taxas a se pagar e não se pode atracar em qualquer lugar.

            Apesar do acesso restrito, e do tamanho do arquipélago somente na ilha principal há bastante que fazer e ver. São mais de 20 praias situadas ao longo dos dois lados da ilha, o Mar de Dentro e o Mar de Fora. O Mar de Dentro é o lado a noroeste da ilha, onde estão localizadas a maioria das praias, o Mar de Fora fica a sudeste da ilha. Praias abrigadas, em baias, também são comuns na ilha. 
Baia dos Porcos
             Como uma ilha no meio de um mar tropical, Noronha pode ser realmente considerada um paraíso. Faz sol a maior parte do ano, e águas mornas favorecem o esporte deste blog que você agora visita: o mergulho. Noronha entra para o topo da lista dos pontos de mergulhos do Brasil e há quem diga do mundo.
            A possibilidade de uma visibilidade de até 50 metros, águas calmas em vários pontos da ilha fazem com que mesmo iniciantes na prática do mergulho ou aqueles que nunca mergulharam na vida, possam usufruir do esporte. Também há vários pontos de fácil acesso e que são rasos o bastante para garantir um mergulho seguro e muito divertido para quem tenta o esporte pela primeira vez. 
            Para os mergulhadores experientes há todo tipo de mergulho: noturno, técnico, nitrox e por aí vai. Alguns mergulhos, como visitar a Corveta, requerem inclusive treinamento avançado e experiência. Mas mesmo uma máscara e snorkel podem garantir diversão, para ver peixes na beira da praia.
Mapa dos mergulhos na Ilha de Fernando de Noronha, clique aqui para ver a imagem em tamanho real. 

            A Mar do Ceará está começando a bater o ponto em Noronha. Por duas vezes já a escola e operadora de mergulho levou uma galerinha para mergulhar: uma em outubro de 2015 e outra em outubro de 2016. Quiserem conferir as fotos desses dois momentos cliquem aqui para 2015 e aqui para 2016. A galera se divertiu fazendo trilhas além dos mergulhos. Foi tempo de curtir a ilha, curtir o mar e as praias. Enfim, vida e liberdade total nesse paraíso na terra. 
          E em 2018 a Mar do Ceará vai levar a galerinha de novo para Noronha! A viagem promete! Vamos? Ainda dá tempo!

Fonte:

https://viagemeturismo.abril.com.br/cidades/fernando-de-noronha-7/
http://www.noronha.pe.gov.br/instMeioAmbiente.php http://www.ilhadenoronha.com.br/ailha/mergulho_em_noronha.php

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Um oceano feito de plástico


Todos os dias, do momento em que acordamos até quando vamos dormir, nós estamos cercados de plástico. É a escova de dentes, o cartão de crédito, a embalagem do shampoo, o pacote do biscoito ou salgadinho, canudinhos e por aí vai. Até nas nossas roupas há plástico. E esse plástico se tornou um problema. Na última década, temos produzido mais plástico do em todos os anos anteriores desde o aparecimento do plástico. E a produção continua a crescer. E todo esse plástico trouxe um problema junto com ele.



Produzimos toneladas e toneladas de lixo plástico todos os dias. E esse lixo representa muitos problemas. O plástico demora muito para degradar, para desmanchar e desaparecer. Esse muito é realmente muito. Mesmo se você, que está lendo esse texto, agora tiver 100 anos, o plástico leva em média três vezes a sua vida para sumir. Se você tiver apenas trinta anos será dez vezes a sua idade! Ou seja, pelo menos 300 anos para sumir. Você pode pensar agora “Mas e a reciclagem? Plástico pode ser reciclado!”. Uma parte do plástico sim. Mas sabia que sacolas plásticas não podem? E mesmo o plástico que pode ser reciclado a maior parte não é. Por que? Bom, isso requer um investimento. Requer dinheiro. Mesmo em países como Inglaterra e Estados Unidos menos de 10% do plástico é reciclado.


E o que acontece com todo esse lixo? Essas toneladas e mais toneladas de plástico, de lixo indestrutível que nós produzimos todos os dias. A maior parte vai parar nos mares e oceanos. Através de rios e sendo arrastada pela chuva. Algumas vezes simplesmente jogado diretamente no mar. Como isso é possível? Simplesmente estamos produzindo mais lixo do que damos de conta.

Mas muito desse plástico é desnecessário. Quando foi a última vez que você saiu de uma loja com uma sacola de plástico? E no supermercado? Quando foi a última vez que você pegou uma sacola de plástico para carregar somente um produto? E usou um canudinho em um copo que não precisava de canudo? Ou usou um copo plástico sem nem perguntar se tinha a opção de copo de vidro? Parte do problema é que não somo ensinados sobre tudo isso. Não questionamos hábitos corriqueiros do nosso dia a dia. Simplesmente consumimos e produzimos lixo plástico indiscriminadamente.

Você pode ter ouvido falar da ilha de plástico no Pacífico. Mas será que você sabe o quão responsável pela existência dessa ilha você é? Ou será que você sabe que há pelo menos outras três grandes ilhas de plástico? Uma vez que não temos acesso a toda a informação fica difícil decidir.

Outra parte do problema é que as vezes não temos escolha. Faça o teste. Entre em um supermercado. Qualquer supermercado. Agora compre dez produtos  que você esteja precisando entre alimentos e produtos de limpeza ou higiene pessoal e tente não comprar nada que tenha embalagem de plástico. Difícil? Agora tente cinco produtos. Ainda difícil? Quando a gente começa a refletir, a gente vê o quanto está mergulhado em plástico, cercado e quase literalmente refém de uma vida de plástico.

Eu imagino que você que está sentado aí lendo ama alguém. Ama um filho ou cônjuge. Um pai ou uma mãe. Um amigo ou amiga. Um caso, um parceiro. Espero que você se ame também. Baseado nesse amor, qual seria a dificuldade de começar a refletir as suas escolhas? Seria muito difícil na próxima vez que você entrar no supermercado recusar uma sacola plástica? Ou quando for tomar um suco beber no copo, sem canudinho? São pequenas escolhas, mas que fazem uma grande, enorme diferença. Então, escolha.

A decisão de diminuir a quantidade de plástico que jogamos nos mares e oceanos é nossa. Minha aqui sentada escrevendo. Sua aí sentado lendo. É meu dever. É seu dever. É nosso e todo e qualquer ser humano nesse planeta. Se não fizermos nada estaremos literalmente nadando em plástico nos próximos anos. As previsões mais otimistas dizem que até 2050 haverá mais plástico nos oceanos do que peixes. Parece que ainda falta muito tempo.  Na verdade, é pouco mais de 30 anos. Não é tanto tempo assim.

A maior parte do lixo plástico que produzimos é totalmente desnecessária. Verdade que de muitas coisas somos reféns. Se diante desse quadro tenebroso hoje você decidisse não usar mais nada de plástico, é possível que você tivesse que se mudar para uma colônia de nudistas. E não estou exagerando. Há plástico nas roupas de baixo. Há plástico na tinta de camisetas. E é muito provável que os botões de todas as suas roupas sejam de plástico. Pare e observe. O que não tem plástico a sua volta?

Todos os anos o mar sufoca mais um pouco em plástico. Milhares de animais morrem em decorrência do lixo plástico todos os meses. São tartarugas, pássaros, tubarões, golfinhos e focas. Peixes, centenas de peixes todos os dias. Isso dos animais que podem ser considerados grandes. E os camarões? E pequenos peixes e larvas? Não sabemos. Conseguimos apenas contar o que vemos. E o que vemos é que milhares de animais “grandes” morrem todos os meses em decorrência de todo esse plástico que nós usamos.

Assusta um pouco pensar nisso. Assusta ainda mais assumir a responsabilidade e dizer “Eu sou responsável pela baleia que morreu de fome com o estômago cheio de plástico”. Se der muito medo não precisa fazer. Mas as pessoas que você ama e os outros bilhões de pessoas que vivem nesse planeta precisam que você assuma sua parcela de responsabilidade e comece hoje. Recuse o copo plástico. Recuse o canudinho. Recuse a sacola. Recuse qualquer plástico que você puder recusar. O que você não puder recusar a gente vai resolvendo. Aos poucos. Dia após dia. Mas é preciso começar. Nos pequenos passos. No imediato. Nas escolhas de hoje.

Fontes: 
https://oceanservice.noaa.gov/facts/
https://marinedebris.noaa.gov/info/faqs.html
https://plasticoceans.org/