sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Naufrágio milhonário do século XVII é encontrado em Pernambuco


(Veleiro tipo "Fluyt")

Mergulhadores húngaros afirmaram ter encontrado os restos do Voetboog, um veleiro de três mastros holandês tipo “Fluyt” de 595 toneladas que em 1700 navegava para o seu porto de origem quando naufragou carregando seda, especiarias, chá, porcelana e nada menos que 180.000 moedas de ouro.
O Voetboog pertencia a VOC (sigla para Dutch East India Company em holandês), foi a maior companhia holandesa de comércio de sua época. Entre 1602 e 1795 possuiu mais de 100 navios mercantes e um mesmo número de embarcações menores. Atuou no Oriente onde chegou a ter mais de 250 portos e postos de apoio.

Em maio de 1700 o Voetboog navegava costeando o litoral de Pernambuco para afugentar-se de tempestades em mar aberto quando se chocou com arrecifes e naufragou levando consigo 109 tripulantes e toda sua carga.
No fim de novembro de 2009, mergulhadores húngaros membros da Octopus Association for Marine Archaeology liderados por Attila Szalóky afirmaram ter encontrado os restos do veleiro no fundo do mar de Pernambuco em novembro de 2008, mas só um ano depois divulgaram as descobertas. A notícia foi amplamente divulgada em jornais do mundo mas ganhou pouco destaque no Brasil.
Também existe a hipótese de tratar-se do galeão Santa Rosa, o nosso “Navio de Ouro” tupiniquim. Era um veleiro português também naufragado no litoral de Pernambuco com uma carga de ouro e prata estimada em 500 milhões de dólares. Os exploradores poderiam trocar a identidade dos naufrágios para mascarar o valor das descobertas.
Para nós, cidadãos brasileiros, resta cobrar das autoridades a fiscalização das atividades de tal empresa. Segundo fontes, a Expedição Octopus tem permissão apenas para localizar o naufrágio, mas não para realizar explorações nos destroços. A localização exata do naufrágio não foi e nem será divulgada em um futuro próximo e se um dia tivermos acesso ao local vamos visitar apenas os “restos” deixados pelos caçadores de tesouros.

(A única moeda retirada do sítio. Fonte: Octopus Association for Marine Archaeology)

(Canhão do Voetboog. Fonte: Octopus Association for Marine Archaeology)

(Âncora do Voetboog. Fonte: Octopus Association for Marine Archaeology)

Fontes

5 comentários:

  1. É bem possivel isso de mascara a descoberta de um navio por outro. Acho que deviamos mais fiscalização nesse ponto. Que absurdo de licença é essa que não obriga a compartilhar o conhecimento da localização de tal descoberta.

    Gostei muito do seu blog, realmente muito bom. Espero q venha a ser possivel vc colocar videos de mergulho em pontos interessantes que vc vem postando, como o Mare Hope (que foi o assunto que me fez chegar aqui no blog). Meus parabéns pelo otimo conteúdo.

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  2. mais quais são os direitos de posse de quem acha naufrágio na costa brasileira?

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  3. Direito nenhum. Todos os direitos são da União, ou seja, o Estado é detentor de todas as riquezas, portanto é crime retirar ou se apoderar de qualquer peça dos naufrágios na costa brasileira.

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  4. Se fortunas como essa pertencem ao governo então vai ficar na mão do ABUTRES que lá estão governando.

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  5. Se fortunas como essa pertencem ao governo então vai ficar na mão dos ABUTRES que lá estão governando.

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