quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Barco tem Problemas em Recife

Seis pescadores que passaram a noite à deriva foram resgatados na terça-feira (20), no Recife. O barco em que eles estavam teve problemas e começou a afundar. Segundo informações colhidas na lista de discurssão dive-pe, os pescadores estariam pescando lagosta utilizando compressor de ar, o que é ilegal pelas leis brasileiras. O acidente se deu pois os mesmo estariam utilizando equipamento inadequado para o mergulho que explodiu, inutilizando e quase afundando a embarcação. Eles foram localizados pelos tripulantes de uma lancha que saiu de um iate clube. Ninguém ficou ferido.

Um dos tripulantes disse que o grupo avistou, inicialmente, destroços em alto-mar. Mais à frente, estavam os cinco tripulantes, em uma jangada improvisada. O comandante ficou sobre a cabine do barco afundado. Todos usavam colete salva-vidas.

Com o rádio, foi feito contato com o dono do barco que teve problemas. Três embarcações foram até o local, levaram os pescadores e rebocaram o barco.


Fontes:

G1 - http://g1.globo.com/

Dive-pe - http://br.dir.groups.yahoo.com/group/dive-pe/


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

II Encontro de Mergulho Autonomo de Fortaleza, CE


Pessoal!

Gostaria de convidar a todos que mergulharam, mergulharão, ou que estão afim de mergulhar e também os que não estão afim de mergulhar conosco, para nos encontrarmos na próxima quarta-feira, dia 21 de outubro as 20:00 no Tuchê Bar, localizado na Av. Santos Dumont, 4000 ao lado do DETRAN-CE !!

Vamos bater um papo e trocar idéias sobre os mergulhos passados, presentes e futuros!

Abraços Molhados!


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O que:
Encontro de Mergulho Autonomo

Onde:
Tuchê Bar
Av. Santos Dumont, 4000

Quando:
Quarta-feira, dia 21, às 19:00

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Mergulho em Fortaleza - Naufrágio do Titanzinho

Sábado de manhã, vento brando e mar calmo. Entre nós, uma turma de avançado da Island Diving e mergulhadores de todos os lugares do Brasil e do mundo. Com o barco lotado saímos as 7:00 do Porto do Mucuripe com destino ao Naufrágio do Titanzinho para fazermos dois mergulhos.
O Navio do Titanzinho ou Naufrágio do Titazim recebeu este nome por sua localização. O Naufrágio aconteceu a 4 quilômetros de distancia de um paredão de pedras chamado Titanzinho. Esse paredão foi assim batizado porque abrigava um guindaste da marca Titan. O guindaste se foi e o nome ficou batizando esta formação de pedras.
O Navio do Titanzinho era, na verdade, um barco de pesca com cabine na proa feito de aço com uns 8 metros de comprimento e uns 3 de largura. Segundo pescadores da Praia do Mucuripe a embarcaçao chamava-se "Marajó" e afundou em agosto de 1986. Segundo contam, a embarcação deixara o Porto para colocar manzuás (armadilhas artesanais para a pesca da lagostas) em frente a uma praia chamada Porto das Dunas, a leste de Fortaleza. Devido a má distribuição da carga a embarcação não conseguiu enfrentar o mar de agosto: por volta das 9:00 horas da manhã o barco entrou em um "buraco de mar" e não mais saiu. Não houveram vítimas fatais.

A navegação até o ponto foi tranquila e a água azul escuro prometia um mergulho com excelente visibilidade. E foi o que aconteceu, após amarrar o cabo no naufrágio comemoramos os 10 metros de visibilidade. O naufrágio estava como sempre, repleto de vida marinha. Os sargos de beiço guardavam o naufrágio com sua indiferença e as vezes ignorância com os mergulhadores. Ignorância por que quando tentamos observar dentro dos porões levamos "esbarrões" desses peixes! Após o pequeno sustos muitas gargalhadas! Já os robalos são mais curiosos, peixes de 4 a 6 quilos se aproximam para nos observar. Moréias e pequenos lagostins também são observados.

O primeiro mergulho foi tranquilo apesar de ser possível observar a excitação nos mergulhadores a medida que desciam pelo cabo e chegavam ao fundo. Muitos flash e curtos 25 minutos depois o grupo começou a emergir. Todos viram os lagostins, algums viram as moréias e todos tiraram fotos com os xilas! Foi muito bacana!

Fizemos um breve intervalo de superfície onde foi servido um lanche: sanduíches, doce de goiaba e melancia para acalmar os estomagos e nos preparar para a segunda imersão.
O segundo mergulho foi ainda mais tranquilo. Curtimos o naufrágio e nos afastamos um pouco a procura de formações rochosas ou marambáias (recifes artificiais feitos por pescadores) que guardassem mais vida marinha. Saímos contra a correnteza que nos trouxe de volta em um pequeno drift! Foi show!!

Após subirmos a bordo muito papo de mergulho nos 40 minutos que levamos de volta ao porto!






Fontes:
- Entrevista com 'Tunico', pescador, 61 anos em setembro de 2009.
- Marcus Davis (Fotosub)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Siqueira Campos - Um Mergulho no Passado


Siqueira Campos 1943


O ano é 1943, auge da Segunda Guerra Mundial. Os submarinos de Hitler são uma ameaça real, que obrigam os navios aliados a viajar em comboios escoltados e sem nenhuma luz de navegação durante a noite. O navio de seis mil e quinhentas toneladas, chamado Siqueira Campos, navega a noite, próximo à costa cearense. Partira de Recife com destino a Fortaleza e viajava em comboio junto com outra embarcação chamada Cuiabá, sob escolta dos navios caça submarinos (CS) Juruá e CS Jaguarão.
Era noite do dia 24 de agosto, mês de ventos intensos e mar agitado. O comboio estava na ultima pernada de sua viagem. Em meio à escuridão e mar revolto algum vigia mareado pode ter se precipitado e transmitiu pelo rádio algo sobre um submarino alemão estar atacando. O pânico foi geral e, em uma manobra desastrada, os navios Siqueira Campos e Cuiabá se chocaram em frente à costa de Aracati. Após choque os navios seriamente avariados tentaram chegar a Fortaleza. Só o Cuiabá conseguiu.
O Siqueira Campos era um navio antigo, com mais de 30 anos no mar e começou a fazer água rapidamente. O capitão, vendo que o seu navio iria naufragar aproou para terra com o intuito de encalhar em águas rasas para salvar a embarcação. Nos momentos finais o capitão deu um bordo aproando para o mar para facilitar as futuras operações de savatagem. O navio encalhou a cinco quilômetros da Praia do Uruaú e a nove metros de profundidade. O casario ficara acima da linha d’água e na maré seca, parte do costado também. Todos conseguiram salvar-se. Não houve vitimas fatais no acidente.
Nos anos que seguiram o sinistro, após ser constatada perda total do cargueiro, foi iniciada uma operação de savatagem de estruturas que poderiam ser reaproveitadas. Parte da estrutura foi dinamitada para não atrapalhar a navegação.
O Siqueira Campos foi um pequeno coadjuvante das duas grandes guerras mundiais e existem historias curiosas a seu respeito. Era um navio misto, carga e passageiros, fabricado na Alemanha em 1907 e batizado com o nome Gertrud Woermann pelo armador Woermann Line.

Gertrud Woermann 1907 - 1914
No início da Primeira Guerra Mundial o cargueiro se encontrava no porto do Rio de Janeiro de onde foi impedido de zarpar e ficou retido até 1917 quando foi confiscado pelo governo brasileiro como ressarcimento pelos danos causados ao Brasil durante a Primeira Guerra Mundial, e renomeado Curvello. Em 1925 foi comprado pelo Lloyd Brasileiro e dois anos depois foi rebatizado Cantáuria Guimarães, só em 1931 passaria a se chamar Siqueira Campos.

Em 1940, antes do Brasil entrar na Segunda Guerra Mundial contra os países do Eixo, o navio foi apreendido por ingleses no porto de Lisboa por estar transportando, de acordo com contrato assinado em 1938, armamentos provenientes da fabrica alemã Krupp. E ainda, um ano depois, o navio do Lloyd Brasileiro foi atacado a tiros de canhão por um submarino alemão nas imediações de Cabo Verde e detido para ser revistado.
Afundar durante a Segunda Guerra só poderia ser seu destino...

Hoje, sessenta e seis anos após o encalhe, ainda é possível avistar sobre a linha d’água estruturas da proa e do leme durante a maré baixa. No entanto o acesso ao naufrágio é um pouco complicado. Apesar de próximo à costa, em algumas praias do litoral leste mergulhadores não são muito bem vindos. Isto por que pescadores da região associam qualquer pratica de mergulho com ar à pesca da lagosta, ou mesmo à caça submarina e se negam a “mostrar o ponto”. A proximidade do litoral também cria um outro obstáculo: a visibilidade normalmente é ruim.

Segundo os pescadores, julho e agosto são os meses de melhor visibilidade, apesar do mar agitado nessa época do ano. Vencidos os obstáculos, pode-se levar uma hora de jangada, saindo da Praia do Diogo.
Foi o que fizemos em nossa pequena expedição ao Siqueira Campos, eu e três amigos também mergulhadores. Foram duas tentativas. Saímos de jangada da Praia do Diogo e na primeira, a falta de vento e a cor de café da água nos fizeram abortar a operação após duas horas de bordos infrutíferos. No dia seguinte partimos mais cedo e o vento terral nos ajudou. No entanto a água continuava com cor de café. Mas após um rápido mergulho de reconhecimento, a comemoração! A água suja era apenas uma camada de dois metros, revelando oito metros de visibilidade.

O navio naufragado foi completamente sucateado ao longo dos anos, mas mantém ainda sua imponência. O casco está parcialmente inteiro com uma grande rachadura próximo a proa. Seguindo pela quilha logo chegamos ao porão de proa onde estão pilhas e pilhas do que um dia foram sacas de cimento que petrificaram e dão a impressão de estarem ainda esperando para serem descarregadas. Em direção à popa encontramos as duas grandes caldeiras cilíndricas. Pequenas penetrações são possíveis da meia nau à popa sem colocar em risco a segurança.

A entrada do porão de popa se mantém inteira e ainda conserva sua escada até o fundo arenoso. Logo encontrei um objeto com formato de um garfo. Observando mais de perto vi que ao redor do garfo, preso pela incrustação, estava a entrada de uma fechadura! Será que alguém tentou invadir a sala de bebidas?! Durante ou logo após o afundamento? Saqueadores? Por que alguém tentou abrir esta porta com um garfo?
Contornando a popa notamos o leme ainda no lugar, mas o hélice virou sucata. Retornando à proa por fora do casco por estibordo, encontramos algumas ferragens e “blocos de sacas de cimento”. O convés de proa está bem conservado com cabeços de amarração, entrada do porão, todos em um plano só, mas devido à rachadura encontra-se inclinado como se fosse emergir a qualquer momento.

A vida marinha é farta: parúns, pampos, moréias e algas urtigantes. Um ralo cardume de xila cobria todo o naufrágio. Próximo à proa também encontramos um lixa de bom tamanho. Arraias costumam repousar ao redor apesar de não termos visto nenhuma.
Deixamos o naufrágio com a sensação emergirmos da história através de um túnel do tempo. Olhei ao redor e não pude deixar de pensar que eu estava olhando para a mesma paisagem que o capitão do Siqueira Campos olhou dezenas de anos atrás.


Siqueira Campos 2009


Fonte:
Artigo publicado em junho/2009 em http://www.brasilmergulho.com.br por Marcus Davis A. B.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Fauna Marinha Cearense - Mariquita

Nome Comum: Mariquita, Jaguaraçá
Nome Científico: Myripristis jacobus
Família: Holocentridae
Distribuição Geográfica:
Nas costas ocidentais e orientais do Atlântico, da Carolina do Norte à Flórida (EUA), Golfo do México e região do Caribe. No Brasil ocorre em todo litoral.
Descrição:
Corpo curto e robusto, de coloração vermelha, podendo clarear nos flancos. A característica marcante é uma faixa larga e escura que quase acompanha o contorno do opérculo. Cabeça grande e olhos grandes vermelhos. Nadadeiras vermelhas com as bordas brancas.
Medidas máximas: 25,0 cm de comprimento.
Ecologia:
Possui hábitos noturnos, vivendo em águas rasas ou águas oceânicas profundas. Vivem em áreas de fundo de corais ou rochosos, onde chegam a formar grandes cardumes. Durante o dia se esconde em cavidades e tocas. Podem ser vistos nadando em posição inversa nas fendas. Se alimentam de organismos planctônicos.

Mais nomes populares : Juguaraçá, Mariquita, Mariquita do alto, Mariquita olhão, Miripristis, Olho de vidro, Peixe gato, Pirapiranga e Vovó de mariquita.